quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Após casos de rabdomiólise, restaurantes registram queda na venda de peixes

População teme contaminação, apesar de não haver confirmação por parte das autoridades sanitárias do estado de que o consumo de peixe cause a doença.
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Restaurantes registram queda no consumo de peixes na capital em decorrência dos casos de rabdomiólise, no estado. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amazonas (Abrasel-AM), a redução na demanda, consequentemente, gera diminuição no volume de compra do alimento nas feiras.

O presidente da Abrasel-AM, Fábio Cunha, relata que as divulgações quanto ao aumento no número de ocorrências da infecção têm espantado o consumidor, apesar de não haver qualquer informação oficial por parte das autoridades sanitárias do estado de que o consumo de peixe seja o causador da doença.

“A propagação das notícias em relação a essa doença tem ocorrido de forma leviana. As pessoas estão assustadas e deixam de consumir peixe. Não há como estimar números, mas o consumo de peixes reduziu. As autoridades precisam orientar a população sobre essa infecção de melhor forma e esclarecer se são ocorrências isoladas ou se é uma pandemia”.

Segundo o proprietário do restaurante Estória de Pescador, Milton Rôla, na segunda (30) e na terça-feira (31) desta semana, o estabelecimento registrou queda de 50% nas vendas do alimento. Ele conta que o público está dividido, uma parte segue consumindo os peixes e outra opta por outros alimentos.

“Notamos essa queda na procura com mais força nos últimos dias. As pessoas estão fugindo do peixe. Caso a demanda siga em baixa na próxima semana teremos que reduzir o volume de compra. É uma situação preocupante. Amigos proprietários de outras peixarias também relatam esse cenário e isso acontece no início da temporada de peixes”, disse o chef.

“As autoridades precisam tomar providências porque muitos trabalhadores que trazem os peixes para a cidade terão prejuízos. É preciso esclarecer essa situação para não se tornar algo ainda mais sério”, reivindicou.

O sócio-proprietário do restaurante Mercato Brazil, Rodrigo Zamperlini, disse que as pessoas mostram insegurança sobre o consumo de peixes.

“Percebemos que a população está insegura, pergunta sobre a procedência do peixe, de que local veio, se o fornecedor garante a segurança. É uma preocupação explícita que reflete no consumo”, avaliou.

Prefeitura de Silves proibiu consumo de peixes

A prefeitura de Silves divulgou na terça-feira (30) que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) juntamente com os departamentos de Vigilância Sanitária e Saúde proibiram a comercialização das espécies de tambaqui, pirapitinga e pacu, dentro do município.

Texto: Priscila Caldas

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