Após mais de 20 anos de promessas, a pavimentação da BR-319 pode estar mais perto de se concretizar.
Isso porque o Governo Federal deve liberar a licitação para o asfaltamento do trecho do meio da rodovia que liga Manaus a Porto Velho, até abril deste ano.
A expectativa é que, após a liberação da licitação, as obras de asfaltamento tenham início no meio deste ano e devam durar entre três a quatro anos até ser concluída.
A informação foi dada pelo senador Eduardo Braga (MDB), em entrevista à TV A Crítica.
No entanto, o histórico de adiamentos e promessas não cumpridas ainda gera incertezas quanto à data real de início da obra.
Há anos, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e ambientalistas se posicionam contra a pavimentação do trecho do meio da rodovia.
Eles argumentam que a pavimentação pode incentivar o desmatamento ilegal, intensificando a degradação ambiental na região, e também afetar negativamente as comunidades locais e a biodiversidade da Amazônia.
Para o Eduardo Braga, continuar a negligenciar a BR-319 seria um erro grave, pois os custos com a manutenção anual da rodovia em seu estado atual são elevados, e os estudos técnicos já foram concluídos, com as reservas ambientais devidamente demarcadas.
Um exemplo disso ocorreu em janeiro, quando, devido ao período chuvoso, o Dnit proibiu o tráfego de veículos de carga com Peso Bruto Total Combinado (PBTC) superior a 45 toneladas na BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. O período de chuvas torna a rodovia mais vulnerável a danos, devido ao revestimento primário da rodovia.
Além do asfaltamento da BR-319, está prevista a conclusão das obras de substituição das pontes de madeira por estruturas de concreto nos trechos fluviais da rodovia.
As pontes de Curaçá, Autaz Mirim e Igapó-Açu, que se encontravam em condições precárias, devem ser entregues entre agosto e dezembro deste ano, de acordo com o cronograma.
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