O Hamas liberou nesta segunda-feira (13/10) os últimos 20 reféns vivos que estavam sob seu controle desde o ataque a Israel em 7 de outubro de 2023, há 738 dias. Além disso, o grupo entregará os corpos de 28 reféns que morreram durante o cárcere.
O retorno dos capturados faz parte do cessar-fogo mediado pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que entrou em vigor às 6h da última sexta-feira (10/10), pelo horário de Brasília.
O acordo também prevê que Israel libertará cerca de 1.700 presos palestinos, incluindo 250 condenados à morte.
Com a supervisão das Forças de Defesa de Israel (FDI), palestinos deslocados de Gaza começaram a retornar à região, enquanto tropas israelenses iniciarão a retirada para áreas pré-definidas, criando uma zona de segurança e facilitando a passagem de ajuda humanitária.
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Reconstrução e desafios para a paz
O conflito deixou quase 70.000 mortos — cerca de 67.000 palestinos e 1.200 israelenses — e destruiu 78% de toda a infraestrutura de Gaza, incluindo 92% das escolas e habitações e 61% dos hospitais.
Especialistas afirmam que a reconstrução será longa e complexa, e o reconhecimento de um Estado palestino pela comunidade internacional será essencial para evitar novos conflitos.
O plano de Trump para governar Gaza é “bastante delicado”, mas representa uma oportunidade positiva. Ele ressalta que tanto o Hamas quanto o governo israelense precisarão flexibilizar suas posições para avançar em direção a uma solução de dois Estados.
A crise humanitária e a pressão internacional sobre Israel, agravadas pelo mandato de prisão de Netanyahu pelo Tribunal Penal Internacional, tornam o cenário político interno ainda mais complexo.
Caso todas as etapas do plano sejam cumpridas, será criado um Estado palestino sem participação do Hamas no governo.
A reconstrução de Gaza e a estabilização da região devem levar anos, mas a liberação dos reféns e o cessar-fogo representam um passo importante na direção de uma paz duradoura.
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