quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Apoio a Alcolumbre entre senadores do Amazonas tem uma indefinição

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Votação da LDO no Congresso Nacional
Senadores devem eleger David Alcolumbre para presidir o Congresso Nacional (Divulgação/Senado)

O senador Plínio Valério (PSDB) é o único da bancada do Amazonas que ainda não decidiu se vai votar no senador David Alcolumbre (União Brasil) para a presidência do Senado. A eleição acontece no próximo sábado (1/2) e o amapaense é franco favorito para voltar a comandar o Congresso Nacional.

“A eleição dele é irreversível. Tem apoio de Lula e Bolsonaro (Jair, ex-presidente). Tenho que pensar nisso”, afirmou Plínio em rápido contato com o RealTime1 nesta segunda-feira (27). Os colegas de bancada de Plínio, os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), já estão fechados com o senador amapaense.

Alcolumbre presidiu o Senado entre 2019 e 2020 ao bater na eleição o senador Renan Calheiros (MDB/al). Desta vez, ele conta com apoio de praticamente todos os partidos e soma, em tese, 79 votos entre os 81 congressistas.

O número leva em conta todas as legendas que anunciaram voto no amapaense. Mas o placar final pode passar por mudanças, dada as possíveis mudanças de última hora. Uma dessas mudanças possíveis é a provável candidatura do senador Marcos Pontes (PL/SP), que prometeu contrariar a indicação do PL e do próprio Bolsonaro e bater chapa contra Alcolumbre.

Com a definição do nome que vai presidir o Senado, e por conseguinte o Congresso Nacional, os blocos partidários se articulam para garantir um lugar na Mesa Diretora do Senado, que é formada pelos vices-presidentes (2) e os secretários (4), mais quatro suplentes. Essa decisão deverá ser tomada também no sábado.

Para a primeira sessão sob a nova presidência, na próxima segunda-feira, as articulações vão tratar a formação e composição das 16 Comissões Temáticas do Senado e das vagas nas três comissões mistas (formadas por senadores e deputados).

Das comissões mistas, a mais importante e a Comissão Mista do Orçamento (CMO), que em 2025 será presidida por um senador. Das comissões temáticas, a maior briga será pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) seguida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

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