O levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo (ANP), realizado entre 9 e 15 deste mês, mostrou que consumidor manauense segue pagando caro pelo combustível que abastece seus veículos. O destaque negativo é o preço da gasolina comum, a mais cara do País.
Conforme a pesquisa da ANP, o manauense pagou, em média, pelo litro da gasolina comum R$ 6,28 o valor mais caro do País. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, tem o menor preço: R$ 5,21. Em Macapá, no Amapá, o preço médio do litro da gasolina saiu na semana passada por R$ 5,24.
O preço médio do litro da gasolina aditivada praticado pelos revendedores de Manaus também é destaque negativo, ficando em segundo lugar no ranking dos mais caros do País: R$ 6,33, atrás apenas de Rio Branco, no Acre, onde o litro custava R$ 6,34. O menor preço do País era pago em Campo Grande: R$ 5,40.
ANP: E não é só a gasolina
Além da gasolina comum e da aditivada, o manauense também sofreu com o preço médio do litro do diesel pratico nos postos de revenda.
Conforme a ANP, o preço médio do litro do diesel vendido nos postos ficou em R$ 5,05, um dos mais caros do País, mas o menor entre as capitas de Estados da Amazônia Ocidental. O mais caro nessa região foi cobrado em Rio Branco (AC): R$ 5.86, seguido por Boa Vista (RR): R$ 5,43 e Porto Velho (RO): R% 5,36.
O etanol hidratado também sofre os impactos da carestia dos combustíveis na capital amazonense. No período pesquisado pela ANP, o etanol foi vendido em Manaus por um preço médio de R$ 4,78, o terceiro mais caro do País.
A capital amazonense fica atrás apenas de Porto Velho: R$ 4.94 e Belém (PA): R$ 4.79, além de bem distante de Cuiabá (MT) onde se paga o menor preço médio para um litro de diesel: R$ 3.46.
Avaliação, cartel e falta de competição
O Procon-Amazonas informou que faz fiscalizações permanentes do setor de revenda de combustíveis em Manaus, a chamada “Rota dos Combustíveis”, e que desde o início do mês, intensificou esse trabalho por conta da redução do preço da gasolina foi anunciado pela Refinaria da Amazônia (Ream).
Em 2 de julho a Ream, que foi privatizada no fim do ano passado e agora pertence ao grupo Atem, anunciou uma redução de R$ 0,22 no litro da gasolina. Desde então, contudo, o preço final ao consumidor saltou para aos atuais R$ 6,28.
O Procon explica que o preço final dos combustíveis é formado por muitas variáveis e que no atual momento o setor sofre com a reoneração dos tributos federais. No entanto, as fiscalizações seguem aferindo individualmente o preço e recebendo denúncias pelo canal [email protected].
A Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa também questiona o preço mais caro pago pelo manauense e já encaminhou denúncia a Secretaria Nacional do Consumidor, a Ministério Público do Estado do Amazonas e ao próprio Procon Amazonas contestando o que considera ser preço abusivo pago na capital amazonense.
Presidente do colegiado, o deputado estadual Mário Cesar Filho ressalta que esse tipo de aumento “afeta negativamente o custo de vida das pessoas economicamente mais vulneráveis e dos profissionais liberais do setor de transportes urbanos. Estamos empenhados em buscar soluções para remediar os impactos dessa situação“.