O Amazonas possui mais de 126 mil Pessoas com Deficiência que não têm instrução ou não concluíram o ensino fundamental. Os dados são da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNAD) e revelam que a proporção de analfabetismo e baixa escolaridade é maior entre os idosos.
Com o PNAD, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mapeou a situação da população com deficiência no país observando dados como extrato populacional, faixa etária, mercado de trabalho e escolaridade.

Outros números do IBGE sobre o quadro educacional da população com deficiência no estado revelam que 20 mil têm o ensino fundamental completo e médio incompleto; 51 mil têm o ensino médio e superior incompleto e 18 mil tem ensino superior completo.
No que se refere ao nível educacional, a PNAD-Pessoa com Deficiência identificou que as faixas etárias com as maiores taxas de analfabetismo, por grupos de idades, no país, estão entre as pessoas de 60 anos. Dentro dessa mesma faixa etária, a maior taxa de analfabetismo está nas regiões Nordeste (41,8%) e na região Norte (30,1%). A menor está na região Sudeste (16,1%).
Acesso à educação é problemática
De acordo com a secretaria da pessoa com deficiência da Secretaria de Estado de Justiça, Diretos Humanos e Cidadania (Sejusc), Lêda Maia, a taxa de analfabetismo no Amazonas é alta, uma vez que as escolas públicas e privadas não são familiarizadas com a educação inclusiva, disponibilizando sala de recurso, professores de apoio escolar.
“Muitas escolas particulares descumpre a decisão da Lei Brasileira de Inclusão que define a pessoa com deficiência deve ter um profissional de apoio escolar e algumas recusam a matrícula da criança ou adolescente e isso contribui para a pessoa com deficiência não alcançar um alto grau de instrução. Alguns pais também optam pelo homeschooling que não é reconhecido no Brasil e as crianças acabam sendo alfabetizadas em casa pelos pais”, disse.
Leia Mais: