quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Amazonino diz estar 'fazendo resgate histórico' com dinheiro do próprio bolso

RealTime1 quis saber quem arcaria com despesas de uma série de vídeos veiculados nas redes sociais de Amazonino; assessoria disse que são recursos do próprio ex-governador.
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Amazonino Mendes

A cada nova eleição que vai se aproximando, é comum ver os amazonenses brincando sobre a vinda de Amazonino Mendes (sem partido) ou não na disputa. A expectativa era de que ele encerraria a vida política em 2017, quando exerceu pela quarta vez o cargo de governador do Amazonas, em um mandato tampão. Veio 2018 e ele estava lá. Derrotado nas urnas por um ‘calouro’ na política, pensou-se que o Negão pararia ali, mas lá estava o “pai ON” em 2020 disputando a Prefeitura de Manaus.

Agora, mirando em 2022, o Negão causou um verdadeiro burburinho na política – e nas redes sociais, claro – ao resgatar duas marcas históricas de suas gestões passadas: o A e a abelha, hoje mais modernas, têm dado o tom do que promete ser a pré-campanha de Amazonino Mendes.

Nada errado até então, visto que, segundo a nova legislação eleitoral, um pré-candidato pode estar ‘ON’ nas redes sociais, expor inclusive que é pré-candidato a determinado cargo. Com a Lei nº 13.165/2015, a pré-campanha foi consideravelmente ampliada, sendo permitida a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos, além de diversos atos que podem ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet, com a única restrição de não haver pedido explícito de voto.

E quem banca uma pré-candidatura?

A mesma legislação diz que antes do início do processo eleitoral somente os partidos políticos poderão realizar pagamentos das despesas realizadas no período de pré-campanha.

Daí que, gastos realizados no período de pré-campanha deverão ser registrados na contabilidade do partido, sendo prestadas contas por ocasião da prestação de contas da agremiação. Convém aqui destacar que os partidos prestam tanto contas partidárias quanto apresentam ao Juízo Eleitoral os valores arrecadados e gastos nas campanhas eleitorais.

Baseando-se no que diz a Lei Eleitoral, o RealTime1 procurou a assessoria do pré-candidato Amazonino Mendes para saber quantas pessoas tem na equipe que está produzindo os materiais que estão sendo veiculados desde o último dia 20 e, claro, quem será responsável pelo pagamento dos envolvidos.

Por meio da assessoria, Amazonino negou estar em pré-campanha, dizendo estar “fazendo apenas um resgate histórico de seu legado” porque, segundo pesquisas que chegaram até ele, 60% da população não sabem citar uma obra feita em sua gestão.

Outro exemplo, é a criação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), quando a mesma pesquisa indicou que apenas 12% sabiam que o responsável foi Amazonino. Inclusive, hoje, foi divulgado o vídeo, de pouco mais de dois minutos, sobre a instituição (assista-o ao final da matéria)

A assessoria confirmou que Negão segue sem estar filiado a quaisquer partidos e que todos os custos relacionados ao tal “resgate” serão bancados pelo próprio Amazonino Mendes a um “custo baixíssimo”.

Texto: Rosianne Couto

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