domingo, 14 de julho de 2024

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Queimadas crescem 306% no Amazonas até fevereiro, diz IPAM

Os municípios do Sul do estados, localizados no chamado arco do desmatamento, concentram a maioria das queimadas ilegais. Apuí lidera o ranking seguido por Lábrea.
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Queimadas Amazonas

As queimadas no Amazonas cresceram 306%, entre janeiro e fevereiro, conforme dados do Monitor do Fogo, iniciativa do Mapbiomas em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). O fogo destruiu 31.339 hectares de floresta no período.

Os municípios do Sul do estados, localizados no chamado arco do desmatamento, concentram a maioria das queimadas ilegais. Apuí lidera o ranking seguido por Lábrea, Novo Aripuanã, Canutama e Humaitá.

Queimadas Amazonas
O Município de Apuí lidera o ranking dos territórios mais afetados pelas queimadas no Amazonas. (Foto/ Mapbiomas)

Conforme o levantamento, a Amazônia foi o bioma mais queimado no Brasil nos dois primeiros meses do ano, com 487 mil hectares atingidos pelo fogo. A área equivale a quatro vezes a capital paraense Belém e representa 90% de tudo o que queimou no país no período.

“O principal fator para o fogo na Amazônia nesse período é a ocorrência do fogo em formações campestres, principalmente ao norte do Bioma. Ainda que seja um número alto para a época de chuvas, é 25% menor que os 654 mil hectares que pegaram fogo no bioma em janeiro e fevereiro do ano passado”, comenta Vera Laisa Arruda, pesquisadora no IPAM responsável pelo Monitor do Fogo.

Entre os estados em todos os biomas, Roraima foi o que mais queimou nos meses de janeiro e fevereiro. Foram 259 mil hectares, ou 48% de toda a área queimada no Brasil. Roraima, Mato Grosso e Pará, os últimos com 90 mil e 70 mil hectares queimados, concentram 79% do fogo ocorrido no Brasil no período.

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“O padrão de área queimada em Roraima pode estar relacionado a características climáticas e ambientais únicas do estado. Roraima está localizado no hemisfério norte, enquanto a maior parte dos demais estados se localiza no hemisfério sul. Dessa forma, enquanto o período de seca em boa parte do país ocorre entre os meses de maio a setembro, em Roraima os meses de seca ocorrem entre dezembro e abril”, explica Felipe Martenexen, pesquisador no IPAM e responsável pelo mapeamento da Amazônia no Monitor do Fogo.

O Cerrado foi o segundo mais queimado em janeiro e fevereiro, com 24 mil hectares atingidos pelo fogo. A época de chuva em regiões do bioma dificulta o alastramento dos incêndios. No total, o Brasil teve 536 mil hectares queimados nos dois meses, uma área 28% do que a registrada no mesmo período em 2022.

Da Redação

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