quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ELEIÇÕES 2024

Amazonas tem 33 prefeitos que não podem se reeleger

Mais da metade dos prefeitos terá que indicar seus sucessores para assumir as prefeituras nas eleições 2024.
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Mais de um terço dos prefeitos mudaram de partido em busca da reeleição, diz CNM

Mais da metade dos prefeitos municipais do Amazonas estarão fora da disputa por cargos majoritários nas eleições 2024. Dos 62 prefeitos, 33 estão concluindo seu segundo mandato consecutivo e, portanto, vão abrir caminho para novos nomes no comando dos orçamentos e cofres municipais.

A batalha desses prefeitos, agora, é por manter a cadeira nas mãos de aliados. Com a máquina administrativa nas mãos, eles são importantes cabos eleitorais durante o pleito, com poder decisivo na influência do voto popular.

Para o sociólogo e cientista político Gilson Gil, no Amazonas, os municípios do interior dependem muito da máquina municipal, principalmente em relação aos empregos.

“É a prefeitura que comanda a fraca economia desses municípios. Assim, os prefeitos comandam a vida das cidades. Somente com muita estrutura e dinheiro os candidatos podem alcançar as dezenas de comunidades. Por isso, os prefeitos acabam largando na frente,” avalia.

Para o sociólogo, além da popularidade e apoio dos prefeitos, o governador Wilson Lima terá peso fundamental para que a disputa seja menos ou mais acirrada.

“Além dos prefeitos, há o poder que o governador tem na escolha de seus favoritos. Ele é o grande eleitor do estado, pois possui mais recursos e estrutura. Os prefeitos acabam compondo com o governador para ampliar suas chances.”

Mas para a disputa pelas prefeituras, a máquina municipal não é o único item a ser levado em consideração. Outro ponto importante é a avaliação dos gestores locais. Quem tem aprovação alta consegue com maior facilidade transferir votos para aliados. Os impopulares, quase sempre, mantém-se em um trabalho de bastidor, para não prejudicar o grupo político.

Prefeitos com baixa popularidade

A última rodada da pesquisa da Perspectiva Mercado e Opinião avaliou o cenário das intenções de votos e também da avaliação das gestões municipais do Amazonas.

Segundo a Perspectiva, oito prefeitos tem aprovação menor que 50% em seus municípios: Dona Maria (Beruri), Zeca Cruz (Boca do Acre), Simão Peixoto (Borba), Keitton Pinheiro (Coari), Biquinho (Fonte Boa), Dr. Junior (Juruá), Junior Leite (Maués) e Antonio Uchoa (Uarini).

A pior situação é de Simão Peixoto, de Borba, que tem aprovação popular de apenas 20,9%. Afastado da Prefeitura de Borba após ser preso por suspeita de envolvimento com organização criminosa, Simão reassumiu o cargo este mês.

Fechando o pódio de baixa popularidade estão Zeca Cruz, prefeito de Boca do Acre, com 27,4%, e Dona Maria, prefeita de Beruri – que é aprovada por 35,8% do eleitorado, segundo a Perspectiva. Os três podem ficar longe dos palanques nas próximas eleições pelo potencial de afugentar votos e transferir rejeição.

Prefeitos com menores índices de popularidade

Com moral na cidade

Situação oposta ocorre em nove cidades cujos atuais prefeitos tem mais de 70% de aprovação pela população e serão fortes cabos eleitorais de quem escolherem para as eleições.

São eles: Glênio (Barreirinha), Eraldo CB (Boa Vista do Ramos), Bruno Ramalho (Carauari), Gean Campos (Lábrea), Beto D’Ângelo (Manacapuru), Jair Souto (Manaquiri), Frederico (Novo Airão), Jocione (Novo Aripuanã) e Sabugo (Urucurituba).

Entre os recordistas de popularidade, o mais bem avaliado é Frederico, de Novo Airão, com incrível índice de 90,7% de aprovação.

Fecham o topo dos mais bem avaliados Beto D’Ângelo (84,8% – Manacapuru), Eraldo CB (83,1% – Boa Vista do Ramos), Bruno Ramalho ( 82,4% – Carauari ) e Glênio Seixas ( 82,2% – Barreirinha ).

Dez prefeitos mais bem avaliados e que não podem se reeleger

Confira o índice de popularidade dos prefeitos que não podem mais se reeleger:

  • Novo Airão: Frederico  90,7%
  • Manacapuru: Beto Dangelo 84,8%
  • Boa Vista do Ramos: Eraldo CB 83,1%
  • Carauari: Bruno Ramalho 82,4%
  • Barreirinha: Glênio Seixas 82,2%
  • Urucurituba: Sabugo 76,4%
  • Lábrea: Gean Campos 73,8%
  • Novo Aripuanã: Jocione 72,9%
  • Manaquiri: Jair Souto 72,0%
  • Guajará: Ordean Gonzaga 66,9%
  • Parintins: Bi Garcia  65,9%
  • Barcelos: Edson Mendes 65,1%
  • Urucará: Enrico Falabella 64,0%
  • Benjamin Constant: David Bemerguy 63,5%
  • Nova Olinda do Norte: Adenilson Reis 63,4%
  • Rio Preto da Eva: Anderson Sousa 62,7%
  • Eirunepé: Raylan Barroso 60,8%
  • Ipixuna: Maria Oliveira 60,8%
  • Caapiranga: Tico Braz 59,7%
  • Autazes: Andreson Cavalcante 57,8%
  • Itapiranga: Denise Lima 54,1%
  • São Gabriel da Cachoeira: Clóvis Curubão 53,8%
  • Careiro: Nathan Macena 53,7%
  • Jutaí: Pedrinho  51,6%
  • Tabatinga: Saul Nunes 51,6%
  • Anamã: Chico do Belo 50,1%
  • Fonte Boa: Biquinho 49,1%
  • Juruá: Dr. Junior 47,2%
  • Maués: Junior Leite  43,7%
  • Uarini: Antonio Uchoa 40,3%
  • Beruri: Dona Maria 35,8%
  • Boca do Acre: Zeca Cruz 27,4%
  • Borba: Simão Peixoto 20,9%

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