quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Amazonas perde quase 60% da água potável por deficiência na tubulação

Perda de água no Amazonas é de 59,25%, superando a média Brasil de 41,1% e contribui para a Região Norte ser a campeão em desperdício, assim como o Nordeste.
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A perda do Brasil soma volume que supriria duas vezes o número de brasileiros que não têm acesso à àgua potável (Foto: Divulgação/Ageman)
A perda do Brasil soma volume que supriria duas vezes o número de brasileiros que não têm acesso à àgua potável (Foto: Divulgação/Ageman)

Estudo do Trata Brasil divulgado nesta quarta-feira (1º) revela que o Amazonas perde 59,25% da água potável em vazamentos dos sistemas de distribuição e ligações clandestinas. O índice do Estado supera a média nacional de perdas de 40,1%.

O Amazonas e outros Estados do Norte, colocam a região como a campeã de desperdício, com 51,2%, seguida pela região Nordeste com 46,3%. Na região Norte, além do Amazonas, as maiores perdas de água potável estão nos Estados do Rondônia (59,58%), Roraima (60,48%), Acre (62,08%) e Amapá (74,56%).

O Norte e o Nordeste além de deter os maiores índices de vazamento é apontada no relatório da Trata Brasil como as que têm os piores indicadores de saneamento. “Essas regiões também são aquelas que possuem os piores indicadores de atendimento de água, coleta e tratamento de esgoto”, diz o documento.

O Brasil, com desperdício de 40,1% perde o suficiente para atender 66 milhões de pessoas, duas vezes o número de brasileiros que não têm acesso à àgua, segundo comparação da Trata Brasil. O índice nacional também vem crescendo ano a ano. Era de 38,1% em 2016 e chegou a 40% em 2020.

A região com menor perda de água potável é a Centro-Oeste (34%). O Sudeste perde 38% e o Sul, 36%.

Texto: Emerson Medina

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