A primeira edição do programa “Futuras Cientistas” foi realizada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com o apoio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto. O objetivo do projeto é fomentar o interesse de estudantes mulheres e professoras do ensino público pelas áreas de Ciência e Tecnologia.
O Plano de Trabalho apresentado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) foi o único da Região Norte a ser aprovado pela coordenação geral do programa “Futuras Cientistas”. seleção das participantes ocorreu por meio de edital, publicado em 2022, e teve como critérios o desempenho acadêmico das alunas e a análise do Currículo Lattes das professoras.
Durante o mês de janeiro, sete estudantes e três professores participaram de uma imersão completa no tema “Mudanças Climáticas e suas múltiplas dimensões – clima, biodiversidade e sociedade”. As atividades incluíram palestras, pesquisas de campo, aulas virtuais e contato com os estudos realizados pelos profissionais do Inpa.
A iniciativa é ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e foi iniciada em 2012. Em sua edição atual, o programa se expandiu para uma escala nacional, com 470 vagas disponíveis em 25 estados brasileiros, incluindo dez para o Amazonas.
“Fazer parte desse universo, tendo contato direto com os pesquisadores e seus objetos de estudo, pode mudar a vida dessas meninas. Aqui, elas percebem que podem ser o que quiserem. Biólogas, engenheiras e químicas. Essa imersão vem para mostrar que é possível, e acima de tudo, necessário” enfatizou a professora de Química, Darlina Monteiro, uma das docentes prestigiadas pelo projeto.
Por ser vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as alunas selecionadas recebem uma bolsa-auxílio de R$ 483.
Programa busca aumentar número de mulheres cientistas
De acordo com dados apresentados pela Unesco em 2020, apenas 30% dos cientistas em todo o mundo são mulheres. No Brasil, esse número é de 40,3%, o que representa um avanço em relação à média global, mas ainda não atinge a igualdade que se espera.
A importância e o incentivo proporcionados pelo programa “Futuras Cientistas” tem crescido ao longo dos 10 anos do projeto. Cerca de 70% das participantes foram aprovadas nos vestibulares de suas cidades sendo que 80% delas optaram por cursos nas áreas de Ciência e Tecnologia.
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