Manter a competitividade da Zona Franca de Manaus foi um dos assuntos do encontro do governador Wilson Lima com o presidente Lula, nesta sexta-feira (27), em Brasília (DF). O mandatário do Amazonas está na capital federal participando da reunião do presidente com os 27 governadores e pediu proteção ao modelo econômico amazonense, além de investimentos na BR-319, única ligação terrestre do estado com o restante do Brasil.
A possível extinção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) requer atenção ao Amazonas, avalia o governador, uma vez que o tributo é fundamental para a atração e permanência de empresas no Polo Industrial de Manaus. As modificações feitas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro causaram apreensão e prejuízos aos empresários e, agora, o temor é por novas mudanças que escanteiem o estado.
A questão tributária dominou o encontro de Lula com os governadores, isso porque o pedido geral foi por recomposição das perdas causadas pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), realizada por Bolsonaro enquanto buscava a reeleição. Bolsonaro saiu derrotado das urnas e os governos estaduais reclamam perda superior a R$ 30 bilhões com a mexida no imposto.
No Amazonas, a mudança do ICMS impactou a arrecadação da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em R$ 1 bi. A recomposição desses recursos, promessa da gestão anterior do governo federal, é uma necessidade, considera Wilson.
Em conversa com os jornalistas, o governador do Amazonas disse que Lula sinalizou ‘diálogo’ com as pautas amazonenses, entre elas, a trafegabilidade da BR-319 e o combate às queimadas e desmatamento.
Além da Zona Franca, que corresponde a 70% da atividade econômica do Amazonas, com a geração de mais de 114 mil postos de trabalho e que contribuiu para que 98% da cobertura florestal no estado permaneça intacta, Wilson Lima destacou a pavimentação do trecho do meio da BR-319, entre os quilômetros 198 e 250, como ponto importante de discussão.
A terceira prioridade listada, segundo o governador, é o combate ao desmatamento e outros ilícitos ambientais no sul do estado, salvaguardando as atividades econômicas desenvolvidas dentro da legalidade.