terça-feira, 23 de julho de 2024

faça parte da Comunidade RT1

Algumas pesquisas eleitorais registradas no AM apresentam falhas primárias

Pesquisas desta última semana custam mais de meio milhão de reais, mas muitas delas apresentam falhas graves, principalmente no questionário a ser apresentado aos eleitores.
COMPARTILHE
Pesquisas

Segundo consta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as quinze últimas pesquisas eleitorais registradas e com previsão de divulgação para esta semana no Amazonas, ultrapassam a casa do meio milhão de reais ou, precisamente, R$ 658.593,67.

No entanto, apesar do custo elevado, algumas apresentam falhas primárias já no formulário a ser apresentado pelos pesquisadores aos eleitores a serem entrevistados, o que pode interferir diretamente no resultado das mesmas, induzindo ao erro eleitores e contratantes e colocando sob suspeita resultados de empresas que realizam um trabalho profissional e, portanto, criterioso e responsável.

Ao analisar os registros das pesquisas no site do Tribunal Superior Eleitoral não é difícil observar equívocos de metodologia, nos questionários a serem aplicados pelos entrevistadores ou nos discos com nomes e fotos dos candidatos apresentados aos eleitores entrevistados.

Eleitor de onde?

Nas duas pesquisas da empresa Pontual Pesquisas (AM-04218/2022 e AM-06140/2022 ), por exemplo, verificou-se que o questionário informado pela empresa no site do TSE não apresenta campo para pergunta e registro do nome, município e nem bairro que reside o entrevistado, além de outros dados utilizados como padrão em outras pesquisas e que deveriam ser considerados.

Como divulgar uma pesquisa sem que se tenha perguntado qual seu domicílio eleitoral, ou em que cidade e bairro reside, por exemplo? E como tirar alguma dúvida com o entrevistador se no questionário não existe campo para que ele seja identificado?

Receba notícias do RT1 em primeira mão
quero receber no Whataspp
Quero receber no Facebook
Quero receber no Instagram

Já no registro da pesquisa AM-07529/2022, da empresa Eficaz Pesquisas & Tecnologia, foi detectado que no disco a ser apresentado para presidente da República há o nome e foto do de Roberto Jefferson (PTB), que não é candidato. Ele foi substituído pelo candidato Padre Kelmon.

Nome de Omar omitido

A  empresa C. L. MONTEIRO / LOTTVS V, que na última semana, teve sua pesquisa suspensa pela justiça eleitoral, registrou duas novas pesquisas, com a mesma grave falha detectada no disco de candidatos ao Senado a ser apresentado aos entrevistados, onde não consta a foto e nome do candidato Omar Aziz, do PSD.

Outro caso que chama atenção é do Instituto Phoenix, que também já teve a divulgação da sua última pesquisa suspensa pela Justiça Eleitoral. Ela registrou novo levantamento com o número AM-02336/2022 e, de novo., com falha. Desta vez, trazendo nome e foto de André Janones, no disco de candidatos a presidente. No entanto, Janones abriu mão de concorrer à presidência e é candidato à deputado federal pelo Avante de Minas Gerais.

Bolsonaro e Hadad no 2º turno?

Outra falha curiosa detectada pelo RealTime1, diz respeito ao IPEC que registrou sua pesquisa (AM-08897/2022) para presidente, governador e senador com uma falha no disco, apresentando para simulação de segundo turno uma disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Este último não concorre à presidência no pleito de 2022.

As empresas LOTTVS V, Real Time Big Data, Instituto Veritá e Direto ao Ponto Pesquisas, não informaram previamente os locais a serem aplicados os registros e porcentagem de amostragem entre as cidades.

Vale lembrar que cada empresa pode utilizar uma metodologia própria para a realização de suas pesquisas, seja na definição dos eleitores que serão entrevistados, forma de coleta das informações e tipo de análise desses dados.

No entanto, informações como os questionários aplicados e a lista de cidades onde as entrevistas serão feitas, devem ser apresentadas obrigatoriamente pelas empresas ao TSE, onde precisam ser registradas e ficam disponíveis no site da Justiça Eleitoral para consulta.

O que diz a lei

A resolução 23.600/2019 que dispõe sobre pesquisas eleitorais e disciplina os procedimentos relativos ao registro e à divulgação de pesquisas de opinião pública é clara:

Entre outros itens, exige que as empresas divulguem a metodologia e período de realização, assim como apresentem plano amostral e ponderação quanto a gênero, idade, grau de instrução, nível econômico do entrevistado e área física de realização do trabalho a ser executado, bem como nível de confiança e margem de erro, com a indicação da fonte pública dos dados utilizados.

Da Redação

Leia Mais:

COMPARTILHE