A proposta fracassada de votar a toque de caixa mais uma concessão de Título de Cidadão Amazonense, desta vez ao ministro do Turismo, Gilson Machado, mostra que alguns integrantes Assembleia Legislativa do Amazonas não dão a mínima para a opinião do cidadão amazonense. Mesmo depois da verdadeira grita contra a concessão do título ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com protestos, manifestações nas redes sociais e até mesmo devolução de títulos por parte de pessoas que foram homenageadas anteriormente pela Casa Parlamentar, alguns deputados acharam que ainda havia espaço para a proposta de concessão de mais um título a alguém que nada fez pelo Amazonas.
___
CARRAPICHO NÃO É KAOMA
A tentativa de transformar o ministro do Turismo, Gilson Machado, em cidadão amazonense fracassou. Não houve quórum para a votação na manhã desta sexta-feira (23). Mesmo, assim o ministro protagonizou a maior gafe na visita do presidente Jair Bolsonaro a Manaus, na manhã desta sexta-feira (23). Anunciou que iria tocar na sanfona uma música da banda amazonense Carrapicho e tocou a canção “Chorando se foi”, da banda franco-brasileira Kaoma. Há quem diga que como o título seria concedido às pressas, o ministro sequer teve tempo de pesquisar e ensaiar uma música da banda amazonense.
___
NÃO FOGE À LUTA
Não satisfeito em “trocar as bolas”, o ministro do Turismo no final declarou: “Um sanfoneiro não pode fugir do desafio. Toquei uma música da banda Carrapicho que fez sucesso internacional”, declarou. Registre-se que o ministro é um péssimo sanfoneiro. O mais engraçado foi ver o semblante de notório constrangimento com a performance do ministro entre as autoridades presentes.
___
SEXTOU
Na Aleam, o presidente Roberto Cidade (PV) ficou, ao vivo, mais de quarenta minutos esperando em vão a presença – física ou virtual – de seus colegas deputados para aprovar a honraria ao ministro do Turismo. Jogou a toalha às 10h e declarou encerrada a sessão extraordinária na manhã desta sexta-feira (23), sem votar o projeto de autoria do deputado Saullo Vianna (PTB). Se já é difícil formar quórum em dia normal de votação, imagine-se numa sexta-feira, quando tradicionalmente não há sessões na Aleam.
___
VOTO CONTRÁRIO
O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) esteve presente virtualmente à sessão que terminou por ser cancelada. E recorreu às redes sociais para antecipar seu voto a todos, caso a matéria fosse colocada em votação: “Hoje, amanheci com a informação de uma Sessão Extraordinária na Aleam para votação, acreditem, de um outro título de cidadão. Dessa vez, ao ministro do Turismo, Sr. Gilson Machado Neto. Vou participar e já antecipo para vocês o meu voto: NÃO!”.
___
‘CORAÇÃO DO BRASIL’
De “pulmão do mundo”, o Amazonas foi alçado à categoria de “coração do Brasil”. Após inaugurar a obra do Centro de Convenções Vasco Vasquez e receber o título de Cidadão Amazonense, o presidente Jair Bolsonaro chamou o Amazonas de “coração do Brasil” e falou em “nosso estado”, assumindo a nova condição de amazonense. O presidente aproveitou a ocasião para chamar a esquerda brasileira de “nefasta” e dizer que se o presidente fosse Fernando Haddad (PT) estaríamos em lockdown.
___
NOME E SOBRENOME
A ex-presidente da Amazonastur, Oreni Braga, se mostrou enciumada com a inauguração do anexo do Centro de Convenções Vasco Vasquez. Ela recorreu às redes sociais para dizer que uma das marcas que se orgulha em ter deixado na cidade de Manaus é o Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasquez. Oreni disse ainda que inaugurou a 1ª Etapa em 2013 e ao sair da Amazonastur em 2017, deixou a obra da 2ª etapa iniciada. “Aliás, deixei em caixa 40 milhões de reais em convênio com o Ministério do Turismo para a construção dessa etapa que o presidente Bolsonaro vem inaugurar. Essa obra tem nome e sobrenome!!!”, postou.
___
PROTEÇÃO À FLORESTA
O promotor de Justiça Weslei Machado, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Humaitá, decidiu enviar ao Congresso Nacional sugestão de Emenda Constitucional visando assegurar maior proteção à Floresta Amazônica brasileira. A proposta é incluir, dentre as hipóteses de expropriação-sanção previstas no artigo 243 da Constituição Federal, a destruição ou danificação, por qualquer meio, de florestas nativas ou plantadas, na região da Floresta Amazônica Brasileira, sem autorização do órgão competente.