Durante participação no programa Bom dia, Ministro, veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o jornalista Caio Fonseca, do RealTime1, conversou com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin sobre o direcionamento dos recursos de Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para as empresas do Amazonas.
Com a participação de jornalistas de várias partes do país, o debate girou em torno da nova política de industrialização no Brasil.
Neste contexto, o jornalista do RealTime1 apresentou o cenário de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no Amazonas, na última década, quando mais de R$ 10 bilhões foram foram direcionados a 56 grandes empresas, a maioria multinacionais.
No entanto, Fonseca indagou como a nova política de industrialização do país pretende direcionar esses recursos, fazendo com que pequenas empresas e, até mesmo as startups, sejam beneficiadas com os recursos.
O questionamento seria sobre como esses recursos poderiam ser distribuídos de forma mais eficaz e como startups, empresas locais, Institutos de Ensino e Pesquisa da região podem ser beneficiados para que os investimentos em PD&I realmente pudessem contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população local.
Seria necessário flexibilizar ou mudar a legislação?
Em resposta, ministro garantiu apenas que o Governo Federal concentrará esforços para que estes segmentos também recebam estímulos da Zona Franca de Manaus, pontuando que mesmo as grandes empresas estando num patamar de “vanguarda da pesquisa e inovação”, é “importante que as pequenas também sejam beneficiadas”.
“Nós tivemos, ano passado, 178 projetos industriais e de serviços aprovados, o que significa R$ 26 bilhões de faturamento e 5.176 novos empregos gerados. O Polo da Zona Franca tem mais de 100 mil trabalhadores”, destacou o ministro.
Centro de Bionegócios da Amazônia
Durante a conversa com o RealTime1, Alckmin também destacou a importância do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) nesta nova fase política do Brasil, principalmente para a Zona Franca.
“[Foi] exatamente para poder agregar mais valor, industrializar mais e ter melhor renda que o CBA teve seu primeiro contrato de gestão. O CBA é do tempo do Fernando Henrique, é antigo. Mas nós fizemos o primeiro contrato de gestão”, frisou, destacando que a Zona Franca, além de manter de pé grande parte da Floresta Amazônica, agrega valor e incorporação tecnológica à indústria brasileira.
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