Entre 2019 e 2022, no Amazonas, os produtos das lavouras temporária e permanente tiveram aumento de 8,7% e alcançaram um valor de produção de 1,8 bilhões. No mesmo período, a área colhida teve uma redução de 3,2%, ou seja, o Estado reduziu suas áreas de produção. Já o aumento no valor de produção foi fruto, principalmente, da elevação de preços dos produtos agropecuários.
Os dados foram obtidos por meio da a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2022, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (14).
As lavouras temporárias, em 2022, alcançaram valor de 1,2 bilhões, no estado, enquanto as lavouras permanentes somaram R$ 578 milhões, nos mesmos produtos. Nas lavouras temporárias os produtos que se destacaram, em quantidade produzida, foram mandioca, melancia, abacaxi e cana-de-açúcar. Por sua vez, na lavoura permanente, os principais produtos foram o açaí, banana, laranja e maracujá.

Lavoura temporária
Na lavoura temporária, o Amazonas alcançou um valor de produção de R$ 1 ,2 bilhão, ano passado. A área plantada foi de 93.201 ha e a área colhida ficou em 92.154 ha. Os principais produtos da lavoura temporária e seus respectivos valores de produção, no ano passado foram a mandioca, abacaxi, melancia e cana de açúcar. A soja surgiu como a quarta produção de maior valor, em 2022, indicando que o estado também começa a produzir esse grão nos municípios de Humaitá e Boca-do-Acre.
Os dados mostram que, entre 2012 e 2022, o valor da produção da lavoura temporária aumentou 47%, no entanto, a área plantada reduziu 36%, no mesmo período.

A mandioca, tradicionalmente é o produto mais importante da lavoura temporária, no Amazonas, mas em 2022, todos os municípios do Estado apresentaram produção dessa cultura. Manacapuru produziu 126 mil toneladas, porém, registrou uma queda de 20% em relação a 2019, voltando ao mesmo patamar de 2012. Tefé foi o segundo maior produtor com 90.760 toneladas e manteve o nível de 2012 e 2019.

O abacaxi surge como o segundo produto de maior valor de produção da cultura temporária. Itacoatiara, Careiro e Humaitá foram os maiores produtores ano passado, sendo que Itacoatiara foi o município dominante na produção, com 21.600 toneladas. Isto o posicionou como o décimo oitavo maior produtor nacional. Essa cultura agregou um valor de produção de R$ 177.430.000 em todo o Estado.

A melancia foi o terceiro produto da lavoura temporária com maior quantidade produzida em 2022. Manicoré, Novo Aripuanã e Humaitá foram os três principais produtores do Estado. A produção foi de 45.286 toneladas e gerou um valor de produção de R$ 70. 140,00.

Lavoura Permanente
Os produtos com maior área colhida, no Amazonas, entre as culturas permanentes, foram a banana (6.142 ha), o açaí (5.890 ha), o guaraná (5.890ha), a laranja (1.233 ha) e o cacau (1.203 ha).
Já a quantidade produzida teve a liderança, em 2022, do açaí (90.616 toneladas), seguido pela banana (88.664 toneladas), a laranja (22.027 toneladas), o maracujá (13.551 toneladas) e o mamão (12.895 toneladas).
Em se tratando de valor de produção, a banana alcançou 210 milhões de reais; o açaí gerou 178 milhões; o maracujá alcançou 64 milhões e o mamão teve como resultado da produção um valor de 39 milhões. A banana é um produto presente na maioria dos municípios amazonenses, porém Manicoré, Novo Aripuanã e Humaitá foram os principais produtores do Estado, em 2022.

O açaí é o segundo produto de maior importância da lavoura permanente, no Amazonas. Codajás é o maior produtor dessa cultura no Estado, com 70.000 toneladas. O município tem destaque nacional, ocupando a 9a posição.

A cultura do guaraná, em 2022, esteve concentrada principalmente no município de Maués, sendo esse o principal produtor do Amazonas. O município ocupou a segunda posição no ranking nacional, em quantidade produzida, atrás apenas de Ituberá/BA. Os municípios amazonenses de Urucará, Presidente Figueiredo e Apuí também se destacaram, ano passado, destaque com a cultura do guaraná.

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