O servidor público, delegado João Tayah, apresentou uma Ação Popular com pedido de liminar para impedir que a Prefeitura de Manaus utilize recursos públicos para dar apoio à motociata do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), marcada para acontecer no próximo dia 17 de julho.
Na última semana, a polêmica acerca do ato pró-Bolsonaro ganhou mídia, quando o chefe da Casa Militar, tenente Willian Dias, anunciou que a Prefeitura faria “o melhor possível” no apoio logístico à motociata, oferecendo aos participantes, inclusive, água e banheiros químicos.
A decisão da Prefeitura de Manaus também é citada na Ação popular assinada pelo advogado que é categórigo ao afirmar que a “mobilização tem contornos claramente eleitoreiros”, com a finalidade de fortalecer a pré-candidatura de Bolsonaro para as próximas eleições.
“A intenção da Prefeitura de Manaus em utilizar recursos provenientes dos cofres públicos para apoiar a aludida atividade fere normas constitucionais e legais sobre o tema”, diz Tayah.
Manaus na contramão
Enquanto a administração de diversas cidades brasileiras condenou o ato do presidente que promove aglomerações em plena situação de pandemia, inclusive com aplicação de multas, como ocorreu em São Paulo, Manaus vai na contramão do óbvio quando estende um ‘tapete vermelho’ para o ato bolsonarista.
Ainda no dia 6 de julho, o RealTime1 buscou respostas da Prefeitura sobre a decisão, mas não as obteve até a data de hoje.
Texto: Rosianne Couto
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