Humanos ainda serão necessários para criação de conteúdo, uma vez que a inteligência artificial é aperfeiçoada dia após dia?
A resposta vem de um dos pioneiros no mercado de conteúdo digital, o jornalista Fernando Viberti, criador da agência Conteúdo Online, ele afirma que a tecnologia sempre será aliada durante a criação de conteúdo e que não seria diferente com a inteligência artificial.
“É preciso entender que a inteligência artificial dará boas respostas se for demandada com boas perguntas e o ser humano sempre será fundamental na criação de conteúdos”.
Questionado se a profissão “jornalista” irá acabar, Viberti diz ser improvável a substituição do profissional pela tecnologia.
O que dizem outros especialistas sobre a inteligência artificial e criação de conteúdo?
Para o founder & CEO da Getter (Startup de Inteligência Artificial), Rufo Paganini Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de fazer a diferença em muitas áreas das organizações, mas não significa que ocupará o lugar do homem.
Hoje, de acordo com Rufo, o profissional tem um espaço gigante para sua atuação, pois todas as áreas precisam ser adaptadas para esse novo movimento de inovação.
“O profissional que tem o seu futuro colocado em xeque é aquele resistente, que fala que não acredita na inovação porque ela vai tirar o emprego dele, não usa, não apoia e vai tentar resistir a isso. Mas, ele [profissional] não tem força para isso, pois a onda é muito grande e muito forte, não dá para segurar”, avalia o CEO da Getter.
Para Rufo, as partes técnicas e repetitivas vão ser automatizadas, mas o lado humano sempre vai precisar dos seres humanos.
“A Inteligência Artificial não tem sensibilidade, não é um bom líder, não tem empatia, não se importa com gente, ela não tem coração. Muitas pessoas esquecem de se aperfeiçoar no seu lado humano, e é esse o lado que vai fazer a diferença entre nós e as máquinas no futuro”, opina Paganini.
Inteligência artificial substituirá o homem em outros segmentos?
O RealTime1 conversou com Leandro Escobar, especialista em sistemas cognitivos do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), sobre como as empresas do setor industrial estão aplicado essa tecnologia em sua rotina.
“Há inúmeras possibilidades, mas eu evidencio a necessidade de adequação às necessidades das empresas e, especialmente, um processo gradual, em que a IA vai sendo implantada e a empresa vai aprendendo a explorá-la”, disse.
Entretanto, o especialista alerta que toda IA é disruptiva e o impacto gerado por ela deve ser cuidadosamente gerenciado.
Manufatura inteligente
Utiliza-se a IA para otimização processos de produção, prever falhas em equipamentos, indicar manutenção preditiva, melhorar a eficiência energética e automatizar tarefas repetitivas.
Por exemplo, o planejamento da produção pode ser otimizado com IA. O acionamento de sistemas de HVAC (Heating, Ventilating and Air Conditioning) podem ser acionados automaticamente e de maneira mais eficiente.
A manutenção de equipamentos pode ser agendada mediante sinais de falha invisíveis a olho nu, reduzindo custos e aumentando a eficiência.
Tarefas administrativas, como inserção de pedidos ou de ordens de produção nos sistemas podem ser automatizadas com o uso de RPA (Robotics Process Automation).
Confira a entrevista na íntegra:
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