O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amazonas, Luciano Moreira de Souza Filho, participa, nesta terça-feira (13), de audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas para explicar a situação das pontes rodovia BR-319.
As pontes colapsaram, em meados do ano passado em um intervalo de menos de sete dias. Elas cruzavam os rios Autaz Mirim e Curuçá, entre os quilômetros 23 e 26. Até hoje a travessia é feita com o auxílio de balsas e pontes improvisadas.
Os desabamentos das pontes estão prejudicando diretamente os moradores dos municípios de Autazes, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Nova Olinda do Norte e Manaquiri. Conforme os representantes desses municípios, em 30 dias, pelo menos 120 mil pessoas circulam pela BR-319.
Pontes da BR-319 x DNIT
O DNIT é o órgão responsável pela manutenção das rodovias federais em todo o país e, ainda no ano passado, assinou contrato no valor de R$ 24.855.138,97, com dispensa de licitação, para a realização dos serviços para construção da ponte sobre o rio Curuçá.
O contrato prevê a demolição das estruturas, remoção do entulho e construção de novas obras. No entanto, não há clareza quanto ao cronograma das atividades previstas.
A ponte sobre o rio Curuçá, localizada no quilômetro 23, da BR-319, no município do Careiro da Várzea, desabou no dia 28 de setembro de 2022, deixando quatro mortos e outras 14 pessoas feridas.
Logo depois, no dia 8 de outubro, a ponte Rio Autaz Mirim, no quilômetro 25, também cedeu, mas sem feridos.