quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Sidney defende projetos polêmicos e cobra empresas aéreas no Amazonas

Sidney é favorável à regulação das redes sociais, aprovação de novo marco fiscal e mudanças no transporte aéreo regional.
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O deputado federal Sidney Leite (PSD) concedeu entrevista ao RealTime1 defendendo a aprovação dos projetos de leis que cria o arcabouço fiscal do Governo Federal e regulamenta as empresas de tecnologia que operam redes sociais no Brasil (PL 2630/2020), duas matérias que causam muita polêmica no Congresso Nacional.

O deputado federal amazonense também cobrou melhorias das empresas que fazem o transporte aéreo regional no Estado.

“Nesta terça-feira (16) o deputado Cláudio Cajado (PP-BA) apresenta o relatório dele sobre o projeto do arcabouço fiscal e acredito que votamos ainda neste semestre”, revelou o deputado amazonense. “Sou favorável a este projeto porque garante estabilidade e segurança jurídica ao País. Não é o ideal, mas é melhor que o teto de gastos, furado diversas vezes no governo passado”, analisou.

Sobre o PL das Fake News, que muitos consideram um atentado à liberdade de expressão e sofre forte oposição das empresas de tecnologias que operam as redes sociais, Sidney Leite acredita que a Câmara vai aprová-lo, mas com aperfeiçoamentos, pois na avaliação dele o relator da matéria, deputado Orlando Silva (PCdoB/SP), fez muitas concessões.

“Ficou muito amplo, é preciso definir melhor quem vai fiscalizar. Eu defendo que seja algo de fora do governo, que pode ser a Anatel, mas hoje ela não tem condições”, defendeu.

Setor aéreo

Sidney também falou sobre a situação considerada por ele como insustentável do setor de transporte aéreo regional e citou como exemplo a “maratona” que um morador do município de Boca do Acre enfrenta ao vir para Manaus.

“Ele tem de ir de ônibus para Rio Branco, pega um avião para São Paulo e de lá para Manaus. Não dá!”, desabafa.

Ele lembra que muitas leis e regulamentações já foram aprovadas para mudar essa situação, mas nada acontece porque só três empresas detém o monopólio do transporte aéreo no Brasil.

“Mas fora isso é preciso dotar as cidades de estrutura. Só sete cidades tem pistas homologadas para pousos noturnos, outras sete cidades sequer têm pistas de pouso. Remover um paciente desses lugares é um desafio”, completou.

Confira a entrevista na íntegra:

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