quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Banco Mundial diz que incentivos fiscais da ZFM devem ser reavaliados

O estudo apresenta sugestões para impulsionar a economia da região e diminuir pressões para o desmatamento.
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Cerca de 170 produtos da Zona Franca estão fora do corte do IPI (Foto: Reprodução)
Cerca de 170 produtos da Zona Franca estão fora do corte do IPI (Foto: Reprodução)

O Banco Mundial publicou nesta terça-feira (9) o estudo “Equilíbrio delicado para a Amazônia Legal brasileira”, que aponta a Zona Franca de Manaus como uma ação pouco eficiente para estimular a economia da região.

De acordo com o relatório, os incentivos fiscais concedidos à Zona Franca não foram eficazes para impulsionar o crescimento da produtividade e precisam ser reavaliados.

O estudo apresenta sugestões para impulsionar a economia da região e diminuir as pressões que contribuem para o desmatamento.

O texto destaca que a Zona Franca de Manaus possui incentivos fiscais equivalentes a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Contudo, o estado do Amazonas vem enfrentando desafios para atrair novas empresas, apesar desses benefícios fiscais consideráveis.

Para conciliar desenvolvimento e preservação, o Banco propõe mudanças no modelo econômico.

O Banco Mundial indica que a redução dos custos de transporte pode aumentar a produtividade da região amazônica. Sugere ainda aumentar a concorrência na navegação que conecta a maioria das cidades como possível solução.

Estima-se com isso uma redução potencial de 12,5% nos custos de transporte, o que poderia levar a um aumento de 38% no Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Amazonas.

Essa cifra é superior ao valor anual dos atuais incentivos fiscais concedidos à Zona Franca de Manaus.

Leia abaixo o relatório completo:

Da Redação com informações do Poder 360

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