O Banco Mundial publicou nesta terça-feira (9) o estudo “Equilíbrio delicado para a Amazônia Legal brasileira”, que aponta a Zona Franca de Manaus como uma ação pouco eficiente para estimular a economia da região.
De acordo com o relatório, os incentivos fiscais concedidos à Zona Franca não foram eficazes para impulsionar o crescimento da produtividade e precisam ser reavaliados.
O estudo apresenta sugestões para impulsionar a economia da região e diminuir as pressões que contribuem para o desmatamento.
O texto destaca que a Zona Franca de Manaus possui incentivos fiscais equivalentes a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Contudo, o estado do Amazonas vem enfrentando desafios para atrair novas empresas, apesar desses benefícios fiscais consideráveis.
Para conciliar desenvolvimento e preservação, o Banco propõe mudanças no modelo econômico.
O Banco Mundial indica que a redução dos custos de transporte pode aumentar a produtividade da região amazônica. Sugere ainda aumentar a concorrência na navegação que conecta a maioria das cidades como possível solução.
Estima-se com isso uma redução potencial de 12,5% nos custos de transporte, o que poderia levar a um aumento de 38% no Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Amazonas.
Essa cifra é superior ao valor anual dos atuais incentivos fiscais concedidos à Zona Franca de Manaus.
Leia abaixo o relatório completo:
Da Redação com informações do Poder 360
Leia Mais: