O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) publicou dois estudos referentes ao trabalho doméstico no Brasil levando em consideração os dez anos da PEC das Domésticas, lançado em 2013.
Até o final de 2022, o país contava com 5,8 milhões de pessoas no trabalho doméstico.
Desse total, as mulheres representavam 91,4% dos trabalhadores domésticos, sendo que 67,3% eram negras e 52,9% eram responsáveis pelas despesas da casa.
Em comparação com 2013, caiu de 93,5% para 91,4% o número de mulheres trabalhadoras domésticas enquanto aumentou, de 63,9% para 67,3%, o número de mulheres negras nessa posição.
Até o final de 2022, apenas 24,7% tinham carteira assinada e 35,3% contribuíam com a previdência social.
Em relação a rendimento médio e horas trabalhadas, houve pouco avanço. Se em 2013, trabalhadores domésticos mensalistas trabalhavam 39 horas por semana e recebiam, em média, R$ 1.129 por mês, em 2022, os mesmos trabalhadores mensalistas tinham carga semanal de 38 horas e recebiam, em média, R$ 1.132.
De 2013 a 2022, a faixa etária de 76,1% dos trabalhadores domésticos se manteve entre pessoas de 30 a 59 anos.
Em relação à escolaridade, 38,2% desses profissionais tinham ensino fundamental incompleto e 32,9% possuíam ensino médio completo. Apenas 2% tinha ensino superior completo.
Ainda assim, a PEC das Domésticas é uma conquista importante na luta contra desigualdades de gênero, raça e socioeconômicas enfrentadas por mulheres e trabalhadoras domésticas no Brasil.
Veja abaixo o estudo completo sobre trabalho doméstico de 2013 a 2022:
Da Redação
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