quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Prefeito de Atalaia do Norte tem prazo para exonerar parentes de políticos

Denúncia de farra na contratação de temporários e emprego de parentes em cargos da Prefeitura de Atalaia do Norte está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado.
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A decisão indica que o prefeitura deve realizar um estudo para a implantação do Samu em Atalaia do Norte, definindo medidas concretas a serem tomadas, sob pena de multa diária no valor de R$10 mil, limitada a 30 dias. (Foto: Divulgação)

Denúncias de nepotismo e farra na nomeação de comissionados levou o Ministério Público do Estado (MPE) a recomendar que o prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva, exonere até o 20 de abril todos os servidores que ocupam cargos de confiança e que possuem ligações familiares com secretários e políticos da cidade.

A quantidade de servidores nessa situação não é informada pelo MP. Procurado pela reportagem, o órgão não deu detalhes sobre a denúncia que embasou a decisão e que ameaça o prefeito da cidade de ser processado por improbidade administrativa.

A recomendação decorre de um inquérito aberto pelo MP para apurar condutas supostamente irregulares do prefeito.

Com isso, deverão ser demitidos ocupantes de cargos comissionados contratados temporariamente sem processo seletivo e os servidores com funções gratificadas que possuem relação de parentesco ou afinidade com servidores responsáveis pela administração do município.

O RealTime1 entrou em contato com a prefeitura de Atalaia do Norte, que ignorou os pedidos de resposta sobre o caso. O prefeito também não se manifestou.

Nepotismo indiscriminado

Pela descrição do MP na recomendação ao prefeito, o caso de nepotismo em Atalaia do Norte envolve vereadores, secretários, além do prefeito e vice-prefeito da cidade.

A portaria é assinada pelo promotor de justiça Elanderson Lima Duarte. Nela, o MPE detalha que devem ser exoneradas pessoas que possuam vínculos parentais consanguíneos até a terceira geração ou de afinidade (cônjuges, companheiros ou amigos) com o prefeito, o vice-Prefeito, os secretários municipais, os vereadores, os presidentes ou dirigentes de autarquias, e qualquer outro responsável pela administração pública municipal.

Caso o prefeito não atenda às recomendações do MPAM, ele irá responder por improbidade administrativa em razão da violação de princípios da Administração Pública, em especial, aos princípios da moralidade, da impessoalidade e da eficiência.

Da Redação

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