O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) deu o nome do indigenista Bruno Pereira ao Cartório da 42ª Zona Eleitoral de Atalaia do Norte. Bruno e o jornalista britânico John Phillips foram assassinados em junho no Vale do Javari.
O reconhecimento à colaboração do indigenista para a instalação de novas seções eleitorais em aldeias indígenas da região, foi aprovado, por unanimidade, pelo pleno do TRE-AM. Ontem, em solenidade de inauguração, o presidente da Corte eleitoral, Jorge Lins, e a vice-presidente, Carla Reis, posicionaram a foto de Bruno Pereira na entrada do cartório.
Jorge Lins exaltou o papel fundamental que Bruno teve para o protagonismo político das comunidades originárias que habitam no Vale do Javari, local onde os restos mortais de Bruno foram encontrados.
Agora os povos indígenas contam com 7 seções eleitorais dentro da terra indígena do Vale do Javari.
A presença de um cartório eleitoral aumenta a presença do aparato estatal nesta localidade, que tem baixa influência do Estado.
Após serem vistos pela última vez no dia 5 de junho, os restos mortais de Dom e Bruno foram encontrados no dia 15 depois que um dos suspeitos de cometer o assassinato, Amarildo da Costa de Oliveira, o “Pelado” confessou que matou os dois à queima-roupa e seus corpos esquartejados, incendiados e enterrados em uma área próxima a um igarapé.
A Polícia Federal (PF) ainda não descartou a possibilidade do assassinato ter sido encomendado pelo tráfico de drogas que atua na região e usa a perca e extração de madeira ilegal para lavar dinheiro.
Texto: Jefferson Ramos
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