Consumidores nos EUA, Europa e Nova Zelândia enfrentaram limitações na compra de ovos nas primeiras semanas do ano, com prateleiras vazias e preços elevados.
A escassez de ovos de galinha é causada por vários fatores, incluindo um surto de gripe aviária que só nos Estado Unidos já levou à morte mais de 44 milhões de aves poedeiras, ou cerca de 4% a 5% do plantel norte-americano. No Japão, 50 milhões de aves morreram devido à doença.
Além disso, também contribuem para a escassez de ovos no mundo o aumento nos custos dos grãos e energia elétrica devido à guerra na Ucrânia, e uma nova legislação sobre criação de aves na Nova Zelândia.
No Brasil: ovos garantidos, mas preços em alta
A escassez não deve afetar o Brasil, mas os preços devem aumentar devido ao aumento dos custos e previsão de queda na produção.
Segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil não sofreu com a escassez devido à influenza aviária e que o problema do custo é ocasionado pela seca de 2020 que fez a safra de milho 2020/2021 ser 16% menor do que no período anterior, elevando o preço dos grãos no país. O grão é a base da ração das galinhas.
No entanto, ele alerta que uma produção menor em 2023 deve manter os preços elevados já que a queda na produção de ovos no país em 2022 deverá se repetir em 2023.
A ABPA estima a produção brasileira de ovos em 2022 em 52 bilhões de unidades, com consumo per capita de 241 unidades. Em 2023, a produção deve recuar para 51 bilhões, com consumo per capita de 235 unidades.
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