O Gabinete de Transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) emitiu o relatório final que faz um raio-x da real situação em que o país se encontra, após levantamentos com base nos dados oficiais do atual governo federal.
O relatório geral contém 100 páginas e foi produzido por 32 grupos técnicos. Os GTs elaboraram ainda relatórios setoriais que serão entregues aos respectivos ministros, tão logo sejam indicados e empossados.
Cerca de mil pessoas estiveram envolvidas nas atividades dos grupos técnicos que contou nos últimos 34 dias.
O relatório final é composto por quatro capítulos:
Radiografia do desmonte do Estado e das políticas públicas
Mapeamento das Emergências Fiscais e Orçamento Público
Sugestões de Medidas Para Revogação e Revisão (como da politica de armas e sigilo de 100 anos em documentos públicos)
Proposta de Nova Estrutura Organizacional dos Ministérios.
O principal problema do governo Bolsonaro, segundo o relatório
No texto elaborado, o ponto insistentemente mencionado é sobre a herança do governo Bolsonaro, que segundo o relatório, é de desorganização do Estado e desmonte dos serviços públicos essenciais com lógica de menos direitos para a maioria mais pobre, e mais privilégios para uma minoria.
O documento traz ainda a informação de que o atual governo furou o teto de gastos por cinco vezes, gerando gastos no valor de cerda de R$ 800 bilhões enquanto 33,1 milhões de brasileiros passam fome e 125,2 milhões de pessoas vivem com algum grau de insegurança alimentar (mais da metade da população do país).
O que consta sobre o Amazonas no relatório?
Durante todo o relatório, não há referência específica ao Amazonas, Manaus, Zona Franca e Suframa.
Já a Amazônia, foi citada 17 vezes no relatório, efetivamente no relatório do grupo técnico de Meio Ambiente informando que o Brasil apresenta hoje as maiores taxas de desmatamento desde 2006, reverter as autorizações de garimpo e que o novo governo deve retomar o Fundo Amazônia que conta hoje com mais de R$ 3,3 bilhões paralisados, conforme alerta do STF e de relatórios da sociedade civil.
Confira o relatório final na íntegra:
Da Redação
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