Aliados até pouco tempo na oposição, os vereadores Amom Mandel (Cidadania), deputado federal eleito, e Rodrigo Guedes (Republicanos) trocaram acusações como publicação de fake news e tentativa de extorsão.
A discussão teve início após Amom insinuar que Rodrigo apresentou um requerimento, que teria sido aprovado, em dobradinha com a base do prefeito de Manaus, David Almeida, na segunda-feira (31). Proposta com o mesmo assunto foi defendida por Amom, mas não foi aprovada na Casa.
Amom acusou Guedes de manter um ‘gabinete de ódio’ devido a contratação pelo vereador do Republicanos de uma empresa de serviços de mídia, usando recursos da verba do Cotão, que produzia fake news contra parlamentares do Amazonas, incluindo o deputado federal eleito.
Suposta influência
Guedes disse desconhecer as postagens feitas pela empresa contratada e acusou Amom de tentar extorqui-lo para que as contas do período em que esteve à frente da secretaria municipal de Defesa do Consumidor fossem aprovadas pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM).
“Condicionou ajuda no TCE (e todos sabem que é enteado do ex-presidente e conselheiro) a apoio a ele. O vereador sabe que a chantagem e extorsão aconteceram e ficou extremamente transtornado hoje na sessão, daí começou a fazer esses ataques”, escreveu Rodrigo Guedes no Twitter.
Por outro lado, Amom negou a acusação e disse que Rodrigo vai ter que provar as acusações na Comissão de Ética da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Ao Realtime1, Rodrigo Guedes disse que não fez a revelação na época, em abril deste ano, para não criar uma “briga” com o TCE-AM que ainda iria julgar o seu processo.
“O Tribunal não tinha nada a perder, eu tinha. Fiquei surpreso quando isso aconteceu, não imaginava. Ele sabia que é verdade e que não sou doido de falar isso”, disse.
Da redação
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