A travessia improvisada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que construiu um aterro, em substituição à ponte que existia sobre sobre o Rio Autaz Mirim, que desabou no último dia 8 de outubro, não sobreviverá à cheia dos rios no Amazonas.
A avaliação é do deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) que classificou a solução como paliativa e provisória, com duração de poucas semanas.
A ponte improvisada foi feita com o aterro de parte do leito do rio, mas ainda há restrições ao tráfego de veículos no trecho devido à precariedade do serviço.
A passagem improvisada foi liberada de forma provisória na última terça-feira (25) pelo Dnit. O órgão ainda não informou quando a construção da ponte será concluída para garantir travessia segura para condutores e pedestres.
“Os rios amazônicos já começaram a subir. Já está começando a chover. Fizeram uma ponte com três ‘bueirinhos’ que não vão dar vazão a um rio deste tamanho. O nível que as águas do rio chegam são superiores ao do aterro, que será rapidamente encoberto pelas águas. Nós, que moramos na Amazônia, sabemos como as coisas funcionam”, disse o parlamentar na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas nesta quinta-feira (27).
Isolamento
Já sobre a ponte do rio Curuçá, que desabou em 28 de setembro, segue sem solução por parte do Dnit e o tráfego continua interrompido. Moradores do local ainda aguardam pela chegada de uma balsa que deverá fazer o trabalho de transporte de pessoas e de cargas entre as duas margens.
Serafim disse que com a enchente o aterro será levado pela força da água do Rio Autaz Mirim retornando o isolamento, que afeta cerca de 100 mil pessoas no interior do estado.
“Quando o rio encher vai levar esse aterro com tudo e nós voltaremos a ter o mesmo problema. Isso me preocupa, espero que eu esteja errado, mas os meus olhos estão vendo algo que não tem como dar certo”, declarou o deputado.
Da redação com informações de assessoria
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