quinta-feira, 5 de novembro de 2026

PF faz operação contra grupo suspeito de fraudar registro para obter armas

A Operação Zona Cinza prendeu, nesta sexta-feira (21), 4 pessoas por comércio, aquisição, posse e porte ilegais de armas de fogo, cometidos mediante falsidade ideológica.
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polícia federal
A operação Zona Cinza cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Alagoas, Pernambuco e São Paulo (Foto: Divulgação)

Operação da Polícia Federal (PF) prendeu quatro pessoas suspeitas de fraudar registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) para aquisição de armas. A ação desta sexta-feira (21) ocorreu em Alagoas, Pernambuco e São Paulo e os nomes dos detidos não foram divulgados.

A investigação teve início no ano passado e apurava se um clube de tiro e uma loja de armas, pertencentes ao mesmo grupo, também realizavam cursos e prestavam serviços de manutenção e customização de armas de fogo sem ter licença da corporação.

“Ao longo da ação investigativa, foi identificada a existência de organização criminosa dedicada à produção de documentos ideologicamente falsos e o uso desses para viabilizar e dar aparência de legalidade tanto ao comércio, quanto ao porte ilegais de armas de fogo”, diz a PF, em nota.

O grupo ainda utilizava pessoas jurídicas para produzir entrevistas, vídeos e outros conteúdos e difundir, principalmente na internet, publicidades ilegais para a venda, estimulando o uso indiscriminado de armas de fogo e incitando a prática de crimes.

Investigação

A PF disse que a operação busca identificar outros envolvidos e confirmar o mecanismo do grupo investigado sobre a execução de fraudes contra os sistemas dos órgãos públicos de fiscalização e controle.

A operação cumpriu 37 mandados de busca e apreensão, 11 ordens de suspensão das atividades de natureza econômica de pessoas jurídicas, sequestro de bens adquiridos a partir de 2019 e bloqueio de valores, além dos quatro mandados de prisão preventiva.

Também houve bloqueio de 14 páginas, perfis e canais de difusão de conteúdo ilegal na internet. As ordens judiciais foram expedidas pela 37ª Vara Criminal da Justiça Federal em Caruaru (PE).

Os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, porte ilegal de arma de fogo, comércio ilegal de arma de fogo, dentre outros crimes. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão e multa.

Texto: Raquel Lopes (Folha Press)

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