quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Arthur declara apoio a Bolsonaro após troca de insultos na pandemia

Ex-prefeito foi um dos maiores críticos à gestão Bolsonaro no combate à Covid e acusou o presidente de ser responsável pelos óbitos e de não governar.
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Arthur
A manifestação de apoio do tucano à reeleição de Bolsonaro ocorreu na manhã desta segunda-feira (17) em coletiva de imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília (Foto: Reprodução)

O ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) declarou apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta segunda-feira (17), em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília.

“Eu entendo que aqui é preferível, é melhor, é mais justo. Já tive rusgas com o presidente e já tive guerras nucleares com o ex-presidente Lula. Mas nenhuma dessas coisas pesa para mim na hora da decisão. Pesa para mim saber o que se faz”, disse o tucano.

Antes dessa aproximação, ambos eram adversários políticos e, no auge da pandemia, chegaram a trocar críticas ácidas, quando Arthur chegou a ser chamado de “bosta” por Bolsonaro.

Mais recentemente, Arthur também chegou a trocar farpas com o presidente após decretos que reduziram o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), alegando que a medida levaria “o Amazonas à miséria’.

Na coletiva de imprensa, Arthur disse que neste pleito criou-se a narrativa de que “o bom apoia o Lula, o ruim o Bolsonaro” e que a sua postura é de não se “omitir e nem anular voto”.

Além de Arthur, o ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Norte, José Agripino Maia (UB), que também esteve no Alvorada, reforçaram o apoio a Bolsonaro.

Adversários até ontem

Arthur Neto foi um dos maiores críticos à gestão Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de Covid-19. O tucano foi chamado de “bosta” e “vagabundo” por Bolsonaro por ter aberto covas coletivas para o enterro de vítimas da doença em Manaus, em 2020.

As ofensas ocorreram após a divulgação do vídeo da reunião ministerial, realizada no dia 22 de abril de 2020, Arthur acusou o presidente de ser “incapaz”, “incompetente”, não governar o Brasil e responsável pelos óbitos.

O Realtime1 entrou em contato com Arthur Neto, por telefone, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. A matéria será atualizada, caso haja resposta.

Da redação

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