quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Aziz: "se Bolsonaro acreditasse em Deus teria salvo 400 mil vidas"

Senador citado por presidente duas vezes em debate diz que CPI da Pandemia desnudou esquema de compra de vacinas com propina de R$ 1 bilhão.
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Lula

Emparedado pelo tema pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) citou por duas vezes, o senador reeleito Omar Aziz (PSD) durante o debate realizado neste domingo (16) pelo consórcio de veículos de imprensa comandado pela Band.

No primeiro bloco, ao responder a Lula sobre os erros na condução do combate à Covid, Bolsonaro lembrou que Omar Aziz presidiu a CPI da Pandemia no Senado e disse que a CPI teve motivação política.

“O que o presidente precisará explicar é porque, ao declarar que acredita em Deus, não agiu rápido para salvar 400 mil vítimas da Covid. Ao contrário, tentou comprar a vacina Covaxin com propina de R$ 1 bilhão, esquema desnudado graças à CPI da Pandemia”, disse o senador ao Portal RealTime1.

Já na segunda citação, o presidente chamou Omar de “seu amigo lá do Amazonas”, ao referir-se a Lula. Disse que poderia ter acabado com a CPI da Covid rapidamente, se tivesse acolhido emenda de Omar e do irmão do senador Renan Calheiros (MDB).

“Essa narrativa de que poderia ter acabado com a CPI ocorre há muito tempo, desde o início da CPI. Tudo para desviar do que importa: vidas. Se uma vida já vale muito, imagina 400 mil. Deve ser por isso que ele não dorme direito e vai fazer live de madrugada”, reagiu Omar Aziz.

Desmatamento em pauta

O desmatamento na Amazônia foi debatido pelos dois candidatos. Caso eleito, Lula se comprometeu a combater o garimpo em terra indígena e a invasão destes territórios por garimpeiros ilegais.

Por outro lado, Bolsonaro acusou o petista de ter deixado desmatar mais que o dobro do que foi desmatado no governo Bolsonaro.

O ex-presidente rebateu o dado do presidente afirmando que, no primeiro mandato dele, o desmatamento caiu de 27 mil quilômetros quadrados para 4 mil quilômetros. Lula ainda aproveitou para destacar que o Brasil era elogiado pela comunidade internacional quando o assunto era combate ao desmatamento ilegal.

Checamos

No governo Lula, houve um aumento nos dois primeiros anos de governo, mas quedas sucessivas até 2010, quando ele encerrou o seu segundo mandato. Só houve nova subida em 2013, no governo Dilma Rousseff (PT), ainda que em níveis muito inferiores aos herdados por Lula.

Durante a gestão Bolsonaro, desde o primeiro ano os índices estão em alta e acumulam cerca de 73% até 2021. No ano passado, foram mais de 13 mil km² de desmatamento. Quando ele assumiu o último número (2018) era de 7,5 mil km².

Porém, ambos assumiram os governos com realidade diferentes. Quando Lula chegou à presidência, o desmatamento era de mais se 21 mil quilômetros quadrados, enquanto Bolsonaro assumiu com o desmatamento de mais de 7,5 quilômetros.

Texto: Jefferson Ramos

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