Emparedado pelo tema pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) citou por duas vezes, o senador reeleito Omar Aziz (PSD) durante o debate realizado neste domingo (16) pelo consórcio de veículos de imprensa comandado pela Band.
No primeiro bloco, ao responder a Lula sobre os erros na condução do combate à Covid, Bolsonaro lembrou que Omar Aziz presidiu a CPI da Pandemia no Senado e disse que a CPI teve motivação política.
“O que o presidente precisará explicar é porque, ao declarar que acredita em Deus, não agiu rápido para salvar 400 mil vítimas da Covid. Ao contrário, tentou comprar a vacina Covaxin com propina de R$ 1 bilhão, esquema desnudado graças à CPI da Pandemia”, disse o senador ao Portal RealTime1.
Já na segunda citação, o presidente chamou Omar de “seu amigo lá do Amazonas”, ao referir-se a Lula. Disse que poderia ter acabado com a CPI da Covid rapidamente, se tivesse acolhido emenda de Omar e do irmão do senador Renan Calheiros (MDB).
“Essa narrativa de que poderia ter acabado com a CPI ocorre há muito tempo, desde o início da CPI. Tudo para desviar do que importa: vidas. Se uma vida já vale muito, imagina 400 mil. Deve ser por isso que ele não dorme direito e vai fazer live de madrugada”, reagiu Omar Aziz.
Desmatamento em pauta
O desmatamento na Amazônia foi debatido pelos dois candidatos. Caso eleito, Lula se comprometeu a combater o garimpo em terra indígena e a invasão destes territórios por garimpeiros ilegais.
Por outro lado, Bolsonaro acusou o petista de ter deixado desmatar mais que o dobro do que foi desmatado no governo Bolsonaro.
O ex-presidente rebateu o dado do presidente afirmando que, no primeiro mandato dele, o desmatamento caiu de 27 mil quilômetros quadrados para 4 mil quilômetros. Lula ainda aproveitou para destacar que o Brasil era elogiado pela comunidade internacional quando o assunto era combate ao desmatamento ilegal.
Checamos
No governo Lula, houve um aumento nos dois primeiros anos de governo, mas quedas sucessivas até 2010, quando ele encerrou o seu segundo mandato. Só houve nova subida em 2013, no governo Dilma Rousseff (PT), ainda que em níveis muito inferiores aos herdados por Lula.
Durante a gestão Bolsonaro, desde o primeiro ano os índices estão em alta e acumulam cerca de 73% até 2021. No ano passado, foram mais de 13 mil km² de desmatamento. Quando ele assumiu o último número (2018) era de 7,5 mil km².
Porém, ambos assumiram os governos com realidade diferentes. Quando Lula chegou à presidência, o desmatamento era de mais se 21 mil quilômetros quadrados, enquanto Bolsonaro assumiu com o desmatamento de mais de 7,5 quilômetros.
Texto: Jefferson Ramos
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