Em decisão do juiz Márcio André Lopes Cavalcante, publicada nessa quinta-feira (29), o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas ordenou a imediata suspensão da divulgação da pesquisa nº AM-02336/2022 realizada pela empresa J J COELHO – ME / INSTITUTO PHOENIX & ASSOCIADOS por graves irregularidades, acarretando evidente distorção nos resultados e comprometendo a confiabilidade de toda a pesquisa.
Como forma de combater pesquisas eleitorais com irregularidades, o pedido de impugnação à divulgação da pesquisa do Instituto Phoenix foi solicitado, em conjunto, pelos partidos políticos PT, PCdoB, PV, PSD e MDB.
Segundo a decisão do juiz Márcio André Lopes, em consulta ao sistema PesqEle, constatou-se que apesar da pesquisa AM-02336/2022 referir-se aos cargos de Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual, em consulta aos documentos anexos ao registro, o questionário usado pela empresa não faz menção ao cargo de Deputado Estadual.
Outra irregularidade apontada no questionário foi constatada na pergunta de número 2, relativa ao cargo de Deputado Federal, que faz referência a um disco que não foi anexado ao registro da pesquisa junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
Confira um dos trechos do questionário com irregularidade:

Além de determinar a suspensão da pesquisa, o juiz relator também definiu multa no valor de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Esta é a segunda vez, em menos de um mês, que a empresa J J COELHO – ME / INSTITUTO PHOENIX & ASSOCIADOS é alvo da justiça eleitoral do Amazonas, além de ser investigada em conjunto com o estatístico Augusto da Silva Rocha por graves irregularidades em outras 63 pesquisas eleitorais em todo o Brasil, conforme vem divulgando o RealTime1 em sua série de reportagens sobre a fábrica de pesquisas eleitorais com irregularidades no Amazonas, fruto de levantamentos realizados pelo sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral.
Da Redação
Leia Mais:
- Amazonas será ‘bombardeado’ com mais 15 pesquisas eleitorais
- Caso de polícia: fábricas de pesquisas no Amazonas desafiam as autoridades
- Na ânsia de se antecipar, Pontual coloca Amazonino e Eduardo no 2º turno
- Justiça barra ‘fábrica de geração de resultados’ em pesquisas no AM
- TRE-AM não se posiciona e pesquisa proibida continua sendo divulgada
- Algumas pesquisas eleitorais registradas no AM apresentam falhas primárias
- Advogados ‘dormem no ponto’ e empresas divulgam pesquisas recheadas de falhas