quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Capacidade das mulheres na política é constantemente questionada

Mesmo ocupando espaço nas casas legislativas, as mulheres continuam a sofrer violência, inclusive a política, destacam convidadas do Podcast "OBSERVATÓRIO POLÍTICO" .
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Foram citados exemplosd e mulheres na politica vítimas desde assédio até assassinato como o caso Marielle (Foto: Reprodução/RealTime1)
Foram citados exemplosd e mulheres na politica vítimas desde assédio até assassinato como o caso Marielle (Foto: Reprodução/RealTime1)

Não basta apenas ocupar os espaços. As mulheres assim que conquistam representatividade, inclusive na política, são continuamente atacadas e questionadas quanto a capacidade de atuação. É o entendimento das convidadas do Podcast “OBSERVATÓRIO POLÍTICO”, que discutiu “A participação das mulheres e o voto nas eleições 2022”.

O Podcast é uma parceria do Comitê de Combate à Corrupção nas Eleições no Amazonas e do Portal RealTime1. exibido ao vivo, quinta-feira, às 19h30. A apresentação é do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, Wilson Reis, e do advogado e administrador Inácio Guedes.

Neste episódio, foram convidadas a professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), doutora em processos socioculturais na Amazônia, jornalista Ivânia Vieira e a advogada e ex-conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) , Márcia Álamo.

Ivânia Vieira destacou a luta das mulheres que são candidatas. Segundo a jornalista, uma boa parte das mulheres candidatas sofrem para receber os recursos dos partidos para gerenciar as campanhas.

“O partido direciona os recursos e decide quais candidatos vai ‘abençoar'”, afirma Ivânia Vieira.

Márcia Álamo lamenta que para a maioria das mulheres que chegam aos espaços políticos, em especial às casas legislativa, continuam a sofrer violência.

“Quando a mulher chega lá, a violência não acaba. A deputada estadual Isa Penna (PCdoB-SP) foi vítima de assédio enquanto conversava com o presidente da Alesp (ela foi tocada de forma abusíva pelo colega Fernando Cury do Cidadania) e Marielle Franco (PSOL-RJ) foi assassinada”, lembra a advogada.

“Isso é um aviso claro de que ‘aqui não é lugar para vocês’, ‘aqui é perigoso, não venham para cá'”, acrescenta.

A advogada destaca que a legislação eleitoral avançou muito, que é importante, mas que a questão é mais cultural e que só a lei não muda. Ela diz ainda que há projetos no Congresso em tramitação pela igualdade de cadeiras nos parlamentos para mulheres, mas que nunca são levados à votação.

Ivânia Vieira faz uma avaliação sobre o futuro das eleições esperando que haja avanços na participação das mulheres e no entendimento de que a mulher que sabe organizar a casa, dividir o alimento com os filhos, também sabe governar e legislar.

Confira o podcast:

Texto: Emerson Medina

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