quarta-feira, 23 de setembro de 2026

'Contrapartida da UEA ao PIM poderia ser maior', avalia presidente da Fieam

Universidade é mantida através repasse, determinado por Lei, de 1% sobre o faturamento total de tributos gerados pelas indústrias do PIM ao fundo de manutenção da UEA.
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UEA Orçamento da UEA tem como principal fonte de recursos as contribuições das indústrias da Zona Franca (Foto: Divulgação/UEA)
Capes aprova novos cursos de mestrado e doutorado para o AM Foto: Divulgação/UEA

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, acredita que a contrapartida que a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) dá para as indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) poderia ser maior.

“Eu acho que [a UEA] poderia fazer mais. Pelo volume de recursos que nós recolhemos, entendo que a contrapartida deveria ser um pouco maior. Estamos trabalhando agora, junto com o governo”, avalia Silva.

A declaração foi dada na manhã da última terça-feira (11), durante coletiva realizada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em Manaus.

A universidade é mantida através repasse, determinado por meio de lei estadual, de 1% sobre o faturamento total de tributos gerados pelas indústrias amazonenses ao fundo de manutenção da UEA. Para o ano de 2022, o orçamento previsto para a UEA é de R$ 589 milhões.

Essa receita permite investimentos em ensino, pesquisa e extensão, criando capital intelectual e desenvolvimento de tecnologias que podem ser aproveitados pelas indústrias incentivadas do PIM.

Só em 2021, o PIM foi responsável pelo repasse de mais de R$1,5 bilhão, ao considerar que o faturamento do parque industrial contabilizou R$ 158,62 bilhões, com um crescimento de 31,9% em relação ao montante apurado em 2020, segundo os números da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para Antonio Silva, a instalação do Conselho Curador da UEA, que aconteceu no fim de 2021 e do qual a Fieam faz parte, poderá dar mais transparência à destinação dos recursos.

“Passamos a fazer parte do Conselho Curador, que era uma reivindicação antiga nossa para que pudéssemos ter acesso àquela numerologia e verificar como poderá vir uma contribuição maior. Porque até então é uma Caixa Preta e nós não sabemos de nada. Mas agora vai mudar”, informou.

Posicionamento da UEA

Por meio de nota enviada ao RealTime1, a Universidade do Estado do Amazonas informou que forma, anualmente, centenas de profissionais qualificados nas mais diversas áreas do conhecimento, seja nas Engenharias, na Educação, na Saúde, na Gestão Pública, dentre outros setores fundamentais para o desenvolvimento do Amazonas.

“É importante destacar que a UEA, além de inserir profissionais capacitados no mercado, tem a preocupação e o compromisso de promover medidas de valorização desses profissionais no processo pessoal de desenvolvimento, o que impacta, diretamente, na produtividade e na melhoria do serviço executado e oferecido à sociedade”, diz a nota.

Sobre os números de graduados nas Engenharias, a UEA afirma que já formou 2.433 alunos nos seguintes cursos: Civil; Computação; Controle e automação; Materiais; Produção; Elétrica; Eletrônica, Florestal; Industrial elétrica; Industrial mecânica; Mecânica; Mecatrônica; Naval e Química. O total corresponde ao período de 2005 a 2022. A média anual de graduados nas Engenharias da UEA é de 150 alunos. De acordo com a Universidade, todos aptos a atuarem no Polo Industrial de Manaus.

Em relação ao Conselho Curador, a UEA inforrma que a Resolução 017/2021 dispõe que o citado é um órgão colegiado de caráter consultivo e opinativo da política administrativa e de gestão da UEA em assuntos de relevância.

Compete ao Conselho Curador, opinar a respeito das políticas e diretrizes gerais administrativas da universidade, bem como ser consultado acerca de planos, programas e projetos que objetivem o fortalecimento institucional e, especialmente, opinar sobre a alienação dos bens; opinar sobre a realização de operações de crédito, bem como a celebração de convênios, acordos, contratos e demais ajustes com entidades públicas ou privadas estrangeiras que importem compromisso para a universidade; opinar sobre a aceitação de doações e subvenções; examinar os balancetes, o balanço anual e as prestações de contas da universidade, como medida prévia ao seu encaminhamento ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou ao Tribunal de Contas da União (TCU), quando for o caso, tomando conhecimento do movimento contábil e sugerindo as medidas saneadoras adequadas; apreciar o Plano Diretor anual de trabalho da universidade; apreciar a proposta orçamentária anual da universidade, observadas as diretrizes e orientações gerais governamentais; opinar sobre o desempenho da universidade e assegurar a participação da sociedade nos assuntos relativos à sua administração; encaminhar ao reitor subsídios para a fixação das diretrizes e da política administrativa geral da universidade; e opinar sobre assuntos que lhe forem submetidos pelo reitor, pelo Conselho Universitário e por seus membros.

Texto: Lucas Raposo

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