No Amazonas, pré-candidatos bolsonaristas a cargos eletivos comemoraram a redução do preço dos combustíveis (gasolina e diesel) após o Estado aderir à Lei Federal que estabelece teto sobre a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Para o cientista político Ademir Ramos, coordenador do Núcleo de Cultura Política da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a redução do ICMS, que tira a renda dos Estados, é uma medida eleitoral feita sob medida para turbinar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo ele, no primeiro reajuste feito pela Petrobras, o eleitor irá perceber a fragilidade da medida. No Estado, de acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), tal medida provocará uma queda de R$ 1,2 bilhão na arrecadação do Amazonas.
O cientista avalia que qualquer aumento no preço do barril do petróleo no mercado internacional terá impacto no preço da gasolina comercializada em todo o Brasil. Para Ademir, o objetivo do presidente é capturar o voto do eleitor desavisado.
“[A redução de preço] depende exclusivamente da política de preços da Petrobras. O presidente está lavando as mãos. É uma estratégia ineficaz, mas tudo é possível desde que se tenha uma população que esteja desatenta”, analisa o cientista político.
Texto: Jefferson Ramos
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