Levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aponta aumento de 21% no preço das passagens aéreas no primeiro trimestre deste ano, em relação a igual período de 2019. A tarifa média dos bilhetes para o Amazonas custou, no período, R$ 624,12, aparecendo entre as cobranças mais caras do país, que teve a maior cotação registrada em Roraima por R$ 976,24. Ao serem questionadas sobre possibilidade de redução nos preços, as empresas silenciam e atribuem os preços elevados à alta do dólar e do preço do querosene.
Conforme o índice de preços da ANAC, de janeiro a março a alta nos preços das passagens aéreas, para o estado, foi de 14% em relação ao primeiro trimestre de 2021, quando o valor médio foi de R$ 546,02.
Por meio de nota a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que a tarifa doméstica, que elevou em 21%, teve aumento inferior aos reajustes dos preços do querosene de aviação (QAV) e do dólar. A associação citou que o aumento do QAV no primeiro trimestre foi de 82,7%, em comparação a igual período de 2019; e que a cotação do dólar teve alta de 38,7%, também no trimestre em relação ao três primeiros meses de 2019.
“Só o QAV corresponde historicamente a mais de 30% do custo de uma empresa aérea e
chega a ser até 40% mais caro do que a média global, influenciado pelo preço do barril do
petróleo, pressionado atualmente pela guerra na Ucrânia e pela precificação da Petrobras,
que cobra em dólares um insumo cujo nível de produção nacional é superior a 90%”, respondeu a Abear em nota.
A reportagem do RealTime1 demandou as empresas Gol, Latam e Azul Linhas Aéreas e somente a Azul respondeu aos questionamentos, mas sem informar se há algum estudo ou possibilidade de redução do preço das tarifas.
A Azul se limitou em citar que os preços praticados na comercialização de seus bilhetes variam de acordo com alguns fatores importantes como trecho, sazonalidade, compra antecipada, disponibilidade de assentos, entre outros. Além disso, a companhia ressaltou que a alta do dólar e do combustível também influenciam nos valores das passagens.
Confira o levantamento da ANAC através deste link.
Texto: Priscila Caldas
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