quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Michelle se filia ao PL e deve intensificar campanha de Bolsonaro

O PL é um dos principais partidos do centrão e é presidido pelo ex-deputado Valdemar Neto, que era aliado do PT e chegou a ser preso e condenado no escândalo do mensalão.
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Michelle Bolsonaro
A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, fala durante a cerimônia de assinatura do termo de compromisso entre a Caixa Econômica Federal e o Comitê Paralímpico Brasileiro, no Centro de Treinamento Paralímpico.

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se filiou ao PL nesta semana. A mulher do presidente Jair Bolsonaro (PL) ingressou no partido para intensificar sua participação nas eleições deste ano e ajudar o marido a diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino.

Ela não disputará nenhum cargo, mas deverá cumprir uma agenda específica para auxiliar o chefe do Executivo durante a campanha.

Assim, Michelle segue o mesmo caminho do mandatário, que se filiou à sigla em novembro do ano passado. O PL é um dos principais partidos do centrão e é presidido pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, que era aliado do PT e chegou a ser preso e condenado no escândalo do mensalão.

Recentemente, a primeira-dama teve ampla exposição pública ao fazer um pronunciamento em cadeia nacional de TV e rádio em comemoração ao dia das mães, no último dia 8. No dia seguinte, o PT apresentou uma ação contra Michelle ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda eleitoral antecipada.

A avaliação do núcleo que define a estratégia eleitoral de Bolsonaro é a de que Michelle é carismática e pode ajudar a humanizar a imagem do chefe do Executivo, que conta com a rejeição de 61% das mulheres, segundo pesquisa do Datafolha.

De acordo com o mesmo levantamento, 55% da população feminina avalia o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo. Além da primeira-dama, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ambos filhos do presidente, também se filiaram ao PL recentemente.

O objetivo é aproveitar o potencial dela tanto em viagens ao lado do mandatário como nas propagandas partidárias que serão exibidas.

FolhaPress

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