quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Eneva mais do que dobra reservas de gás na Bacia do Amazonas

Auditoria de reservas e recursos na Bacia do Amazonas mostra que as reservas de gás natural da Eneva passaram de 7,1 bilhão de m³ (Bm³) no fim de 2021 para 14,8 Bm³ em abril.
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A auditoria das reservas e recursos na Bacia do Amazonas divulgada pela Eneva, empresa integrada de energia que atua na exploração e produção (E&P) de gás natural no Amazonas, revela que as reservas de gás natural da empresa mais do que dobraram em quatro meses, passando de 7,109 bilhão de m³ (Bm³) no fim de 2021 para 14,8 Bm³ em abril desse ano.

A auditoria foi realizada pela consultoria independente Gaffney, Cline & Associates
(GCA) e se refere ao campo de gás e condensado de Azulão, em produção, e aos blocos
exploratórios AM-T-84 e AM-T-85, inseridos no Plano de Avaliação de Descobertas(PAD)
Anebá. Todas as áreas estão localizadas na Bacia do Amazonas. Pela primeira vez, foram
certificadas também as reservas de óleo, de 4,7 milhões de barris.

No campo de Azulão, foram certificados 10,5 Bm³ de reservas 1P de gás; 14,8 Bm³ de
reservas 2P de gás; e 18,7 Bm³ de reservas 3P de gás. As reservas de condensados foram
de 3,3 milhões de barris (1P); 4,7 milhões de barris (2P) e 5,9 milhões de barris (3P). O
campo vai fornecer gás para abastecer a usina térmica Jaguatirica, que responderá por
mais da metade da eletricidade do estado de Roraima.

As reservas 1P são as provadas e as 2P são as provadas e possíveis. Já as 3P são as
provadas, possíveis e prováveis. Os números totais divulgados pela Eneva, de 14,8 Bm³
de gás e 4,7 milhões de barris de óleo, se referem às reservas 2P.

“Incorporamos volumes significativos às reservas 2P, que mais do que dobraram. Esse
resultado reflete novas informações adquiridas, que mais do que confirmam nosso
entusiasmo com o potencial do campo de Azulão e com a Bacia do Amazonas como um
todo”, afirma o diretor de Operações, Lino Cançado.

Nas áreas incluídas no PAD Anebá, a consultoria GCA certificou recursos contingentes
de gás e condensado e não reservas, como em Azulão. Isso porque essas áreas ainda
estão na fase exploratória e, por isso, não são comerciais. Nessas áreas, os recursos
contingentes 2C foram de 5,4 Bm³ de gás, 4 milhões de barris de condensado, e 7
milhões de barris de óleo.

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