O governo do estado prevê concluir o plano de diversificação da matriz econômica para o Amazonas em 2049. Como parte das medidas, o governador Wilson Lima (União Brasil), anunciou, nesta quinta-feira (10), durante o Fórum Amazonense de Petróleo e Gás Natural, a possibilidade de a Eneva construir mais duas usinas termelétricas para geração de energia a partir do gás natural; e também, prospecções empresariais para a exploração de sete poços de gás natural, identificados no Campo do Juruá, na bacia do Solimões.
O planejamento concentram estratégias para o desenvolvimento da exploração do gás natural e do potássio, e ainda, o desentrave da bioeconomia.
De acordo com o governador Wilson Lima, os trabalhos voltados à uma nova matriz econômica estadual, independente do modelo incentivado Zona Franca de Manaus (ZFM), iniciaram em 2019 e seguem em ritmo satisfatório, com avanços.
“Uma das preocupações desde o início da gestão foi a necessidade de se discutir alternativas econômicas para a nossa região, de forma sustentável. E um dos primeiros movimentos para viabilizar essa cadeia foi a construção tributária junto à Eneva para que pudesse se instalar no Campo de Azulão. Conseguimos essa construção tributária em 20 dias. Tivemos a quebra do monopólio para a exploração do gás”, destacou o governador.
Fator positivo e que aponta para o alcance das metas do plano, segundo Wilson Lima, é que empresas apresentam demonstram interesse em se instalar no estado para explorar o gás natural no Campo do Juruá, na bacia do Solimões, nos municípios de Tefé e Carauari.
“Algumas empresas estudam a possibilidade de se instalar no estado com estudos bem avançados sobre a monetização dos poços de gás natural já identificados no Campo do Juruá, onde já foram identificados pelo menos sete poços. Esse gás deverá chegar ao mercado consumidor”, disse.
O governador ainda informou da possibilidade de a Eneva construir mais duas novas usinas termelétricas, no estado. A empresa venceu leilão no final de 2021 e obteve o direito para a exploração.
Texto: Priscila Caldas
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