quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Para Grupo Atem, venda da Reman aumentará a competição no refino

Grupo Atem arrematou a Refinaria Isaac Sabbá por US$ 189,5 milhões. Na última sexta-feira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica deu parecer favorável à negociação.
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Refinaria Isaac Sabbá foi adquirida pelo grupo Atem em dezembro de 2022 (Foto: Reprodução/Internet)

Após entidades representativas dos trabalhadores do setor petroleiro decidirem entrar com recurso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra a decisão da superintendência-geral do órgão que aprovou, na semana passada, a venda sem restrições da refinaria Isaac Sabbá, da Petrobrás, o grupo Atem, que arrematou a Reaman, rebateu as algações de que o negócio poderá criar monopólio privado no setor de combustíveis do Amazonas.

Em nota enviada ao Real Time1, o grupo afirma que a operção “aumentará a competição no refino sem prejudicar outros mercados relacionados”. Além disso, a empresa acrescenta que, no processo de venda da Reman, “prevaleceu a abordagem técnica e minuciosa da Superintendência Geral do Cade, que reconheceu as virtudes concorrenciais de uma operação”.

As declarações são uma resposta ao coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcus Ribeiro, que disse ao Real Time1, nesta terça-feira (17), que a venda da refinaria poderia causar um desequilíbrio e elevar os preços no mercado de combustíveis em toda a região Norte.

O Sindipetro-AM é uma das entidades que prometem apresentar recurso para barrar venda da Reman, juntamente com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e com a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobrás (Anapetro).

A nota do Grupo Atem finaliza explicando que “a concretização da operação está sujeita ao transcurso do prazo legal de 15 dias e demais condições contratuais”.

Texto: Lucas Raposo

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