terça-feira, 29 de setembro de 2026

Lockdown na China reduz movimentação de cargas no AM no trimestre

Sindicato afirma que o lockdown na China reflete em menor fornecimento de materiais e redução no volume de operações portuárias, gerando menor volume de cargas ao estado.
COMPARTILHE

A movimentação portuária do estado registrou queda de 6,32% no volume de cargas transportadas no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2021. De janeiro a março o fluxo foi de 7.092.377 toneladas de cargas, frente às mais de 7,5 milhões de toneladas registradas nos primeiros meses do ano anterior. Os números são do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme os dados da Antaq, no primeiro trimestre o volume de cargas desembarcadas no estado foi de 3.949.790 toneladas, o que representa queda de 12,69%. O índice de mercadorias embarcadas por meio das instalações portuárias foi de 3.142.587, apontando um crescimento de 3,13%. Os percentuais são comparados a igual trimestre do ano anterior.

Segundo o diretor do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Madson Mady, o desempenho negativo do transporte fluvial de cargas é atribuído ao lockdown na China, fato que tem interrompido a produção industrial daquele país, e também, as operações portuárias. O resultado, é redução no fornecimento de mercadorias ao Brasil e ao Amazonas.

“Na China, não é somente os portos que enfrentam problemas para liberar cargas. Devido ao lockdown, as indústrias que produzem insumos também tiveram produção interrompida em decorrência da Covid-19. Isso gera menor volume de cargas transportadas. Também é preciso considerar os efeitos dos constantes aumentos de preços que afetam a operação fluvial”, explicou.

Cargas que puxaram a queda

Na análise por perfil de carga, os produtos que impulsionaram a redução no fluxo portuário foram: ferro e aço (-53,27%), sal, enxofre, terras (-48%), cereais (-30%), produtos químicos orgânicos (16,58%), combustíveis minerais (-13,81%), contêineres (-12,83%).

Texto: Priscila Caldas

Leia Mais:

COMPARTILHE