quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Mercado de PET gera R$ 52,7 bilhões no País puxado por microempresas

Segundo o IPB o crescimento no faturamento do segmento pet em 2021 sobre 2020 foi de 27% com destaque para as pequenas empresas e franquias nacionais.
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A Lei aprovada em novembro vai reunir informações sobre os proprietários e os pets, para facilitar o controle de zoonoses e o combate a abandono e maus-tratos de animais (Foto: Reprodução)
A Lei aprovada em novembro vai reunir informações sobre os proprietários e os pets, para facilitar o controle de zoonoses e o combate a abandono e maus-tratos de animais (Foto: Reprodução)

Levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB), lançado no primeiro trimestre de 2022, registrou alta de 27% do faturamento em 2021 de produtos, serviços e comércios no setor, atingindo R$ 51,7 bilhões. A movimentação deste segmento também mostra um cenário otimista para o investimento de pequenas e médias empresas na área, já que dados do IPB ainda apontam que 48% do mercado, principalmente a parte de vendas, é impulsionado pelos pequenos empreendedores.

Com o cenário favorável, novas empresas se destacaram no ramo, como a Doggi, rede de franquias especializada em banho e tosa por aplicativo do Brasil.  Nascida em 2021, durante a pandemia da Covid-19, a empresa buscou atender a necessidade de levar comodismo e facilidade para o dia a dia dos tutores de cachorros. Segundo Rodolfo Calvo, fundador e CPO da Doggi, o segmento precisa de diferenciais que atendam as necessidades de quem precisa dos serviços para os animais.

“A maioria dos players desta área não disponibilizavam um aplicativo que facilitasse o agendamento de serviços, raramente havia a opção de marcar múltiplos cuidados no mesmo dia. E essa praticidade aliada ao bom serviço que ajudam as empresas a se destacarem”, conta. 

De acordo com União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), a procura por adoção de pets aumentou 400% durante os primeiros meses da pandemia. “Essa nova demanda também gera a busca por diversos tipos de cuidados básicos com os animais, como banho, tosa – no caso dos cachorros -, hotéis para animais, cuidados médicos, recreativos e muitos outros serviços que podem ajudar na saúde e no bem-estar do bichinho. Assim, com essa necessidade, é importante pensar na ampliação de mais pontos de atendimento para eles”, destaca. 

O mercado pet no Brasil faturou, em 2020, R$ 40,8 bilhões, ocupando o 3º lugar de país que mais movimenta o setor no mundo. E como já afirmado pelo IPB, boa parte dessa movimentação acontece a partir dos pequenos e médios negócios, que atendem às necessidades dos animais espalhados pelo país. Com isso, investir em produtos e serviços para a comunidade pet se tornou um bom negócio para o empreendedor. 

De acordo com um levantamento do Sebrae em 2021, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no mercado pet cresceu 46% no segundo semestre do ano passado. Só o setor de PMEs cresceu 39% no mesmo período, alcançando 80 mil empresas pelo País.

Com informações da Assessoria

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