Segmento que cresce a cada ano, o mercado Pet ganhou ainda mais impulso durante a pandemia. De janeiro a outubro deste ano a Junta Comercial do Amazonas (Jucea) registrou abertura de 119 empresas voltadas aos cuidados com animais de estimação, número que representa crescimento de 29% em relação a igual período de 2020.
Em relação à 2019, o incremento foi de 34,5%, quando 78 empresas iniciaram operação com foco nos ‘bichanos’.
O diretor distrital, no Amazonas, da Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários (ABHV), Felipe Rudhja, que também é proprietário da Clínica Veterinária Buldogue Verde, conta que o mercado local está em expansão e acompanha o desempenho do cenário nacional.
O empresário afirma que a pandemia mostrou ao ser humano a necessidade de companhia e aproximou as pessoas dos animais. Consequentemente, produtos e serviços destinados aos bichos também foram mais demandados.
“Registramos crescimentos anuais. Mas, de 2020 para 2021 percebemos um incremento entre 15% e 20% nos números. A previsão para 2022 é de aumento acima de 20% nos resultados”, disse Felipe.
“Fomos na contramão de outros segmentos econômicos e conseguimos expandir durante a pandemia”, completou.
Cuidados redobrados na pandemia
De acordo com o veterinário da clínica Amazonvet, Leonardo Fábio Lopes Abecassis, a empresa registrou crescimento expressivo na demanda pelos serviços clínicos e farmacêuticos durante os dois picos da pandemia, números que estabilizaram após a retomada das atividades econômicas.
Ele explica que com a necessidade de isolamento social as pessoas passaram a observar os pets com mais atenção.
“A demanda é crescente e foi impulsionada durante a pandemia. No momento de perdas de parentes e amigos e de necessidade de isolamento social, os pets serviram como meio de conforto, de terapia. As pessoas mudaram a forma como veem os seus animais”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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