segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Eleição sempre traz instabilidade para o comércio, diz Aderson Frota

À TV RealTime1 o presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, fala sobre as perspectivas do setor e as dificuldades trazidas pela alta do dólar, juros em alta e a guerra.
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Presidente da Fecomércio, empresário Aderson Frota. Foto: RealTime1

O presidente da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, afirmou nesta terça-feira (15), em entrevista à TV RealTime1, que o ano de 2022 será especialmente difícil para o segmento do comércio e serviços, mas que os empresários do setor têm a missão de “se refazer e se recuperar” das adversidades econômicas mais rapidamente que os demais setores da economia.

“Ano eleitoral sempre foi ano de instabilidade porque ele breca a economia. Breca o governo, que tende a reduzir suas atividades, tendo inclusive dificuldades para realizar obras e assim fica contido”, analisou Aderson, acrescentando que neste ano um componente novo promete piorar a instabilidade: a guerra da Ucrânia. “No início de 2020 o barril do petróleo custava US$ 15, hoje já ultrapassou os US$ 100 e logo logo chegará aos US$ 150”.

O dirigente lembrou ainda na entrevista que nesta terça-feira a Fecomércio-AM completa 68 anos representando os empresários do comércio e do setor de serviços, hoje os maiores geradores de empregos formais no estado – aproximadamente 369 mil – e também os maiores pagadores de tributos. “A população, como está muito próxima do comerciante, do prestador de serviços, não percebe a importância do comércio”, pondera Aderson Frota.

Outro ponto abordado por Aderson Frota na entrevista foi a situação do consumidor, cujo Dia Nacional é comemorado também nesta terça-feira. “Hoje o consumidor tem muitas dificuldades, a inadimplência está em um nível muito elevado”, analisou o presidente, porém retirando do consumidor a responsabilidade direta pelo calote. “Hoje o consumidor está muito mais responsável na hora de comprar, leva em conta muitos fatores antes de fechar uma compra, mas tem sido levado a inadimplência por questões externas ao seu orçamento”, completou.

Entre os problemas que explicam essa inadimplência, Aderson Frota cita a alta dos juros bancários e o aumento crescente pelo Banco Central da Taxa Selic, que por sua vez é usada para conter a inflação. “A inflação por sua vez é embalada pela alta do dólar e pelo preço do petróleo, portanto são fatores externos ao consumidor, que não quer estar nessa situação de inadimplente e sem exercer o seu direito de poder consumir”, completou.

Confira na integra a entrevista:

Texto: Gerson Severo Dantas

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