Os reajustes dos combustíveis anunciados pela Petrobras nesta quinta-feira (10) que elevaram em cerca de 25% os preços do diesel, e em quase 19% o preço da gasolina nas refinarias, terão reflexos diretos no custo de vida dos brasileiros, em especial dos que vivem no Amazonas.
A avaliação é do presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista. De acordo com o economista, os aumentos dos preços de combustíveis nas refinaria, não representam, necessariamente, que os preços nas bombas vão subir na mesma proporção. No entanto, serve de alerta, uma vez que o estado ainda sofre forte dependência do transporte rodoviário de mercadorias.
Os eventuais aumentos de custos nas cadeias produtivas, consequência da elevação dos preços do frete, serão, inevitavelmente, repassados aos consumidores finais.
“Praticamente tudo o que é consumido aqui no estado vem de fora. No momento em que temos reajustes de grandes proporções, obviamente, caso ocorra, os fretes vão subir. Com o frete subindo, os preços dos produtos também serão aumentados”, avalia Evangelista.
Ele completa ainda que não é possível avaliar os impactos desses reajustes nos preços que serão pagos nas bombas, pois cada posto tem o seu próprio cálculo.
Para efeito de comparação, caso os reajustes anunciados nesta quinta-feira (10) pela Petrobras fossem totalmente repassados ao consumidor final, o valor da gasolina poderia chegar a R$ 7,82 nos postos de Manaus. A estimativa considera o atual preço da gasolina vendida nas bombas de Manaus, que pode ser encontrado praticamente em todos os estabelecimentos a R$ 6,599.
Texto: Lucas Raposo
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