quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Senado analisa nesta quinta-feira projeto da Lei Paulo Gustavo

O ator e comediante Paulo Gustavo morreu em maio de 2021, durante a segunda onda de covid-19. O ator chegou a cobrar Bolsonaro por conta da demora na compra das vacinas.
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Retorna nesta quinta-feira (3) ao Senado, para nova análise, o projeto de lei complementar que libera R$ 3,8 bilhões destinados a amenizar os efeitos negativos econômicos e sociais da pandemia de covid-19 no setor cultural. Também conhecido como Lei Paulo Gustavo, o PLP 73/2021 — apresentado pelo líder do PT na Casa, senador Paulo Rocha (PA), e subscrito por outros senadores — foi aprovado nessa quinta-feira (24) na Câmara, onde foi modificado.

Entre as alterações aprovadas em texto apresentado pelo deputado José Guimarães (PT-CE), está a previsão de que a Secretaria Especial de Cultura deverá definir as diretrizes a serem adotadas, a partir de um planejamento estratégico que leve em conta quais segmentos culturais serão prioritários. Os recursos serão executados de forma descentralizada, mediante transferências da União aos estados e municípios.

Em outra modificação, os deputados eliminaram do artigo 17 do PLC a inclusão de “pessoas do segmento LGBTQIA+” e “outras minorias” da assertiva de que, na implementação das ações previstas pela lei complementar, os estados e municípios devem assegurar mecanismos de estímulo à participação e ao protagonismo de mulheres, negros, indígenas, povos tradicionais (inclusive de terreiro e quilombolas), populações nômades e pessoas com deficiência.

Isso deve acontecer por meio de cotas, critérios diferenciados de pontuação, editais específicos ou qualquer outro meio de ação afirmativa que garanta a participação e o protagonismo desses grupos, observada a realidade local, a organização social do grupo, quando aplicável, e a legislação relativa ao tema.

Nas redes sociais, o senador Paulo Rocha comemorou a aprovação na Câmara, com 411 parlamentares dizendo “sim” ao projeto.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), o Senado precisa aprovar o quanto antes o substitutivo da Câmara.

“A aprovação da Lei Paulo Gustavo é uma questão de justiça e solidariedade. O setor cultural é um dos mais penalizados em razão da pandemia. São milhares de artistas e instituições culturais impedidos de desenvolverem seus trabalhos em razão da pandemia. Os recursos que vão socorrer o setor são decorrentes de superávit do Fundo Nacional de Cultural. Será uma importante contribuição para manutenção dos empregos e da renda na área cultural”, afirmou.

Paim foi um dos signatários do projeto, assim como Jean Paul Prates (PT-RN), Rogério Carvalho (PT-SE), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Rose de Freitas (MDB-ES) e Zenaide Maia (Pros-RN).

Da Redação, com informações da Agência Senado

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