quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Mineradora nega interesse em abrir operação em terras indígenas

Mineradora citada em relatório da Apib afirma que solicitação foi feita nos anos 1990, mas que ela desistiu depois que área se tornou uma reserva indígena.
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Denunciada em relatório da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) como uma das mineradoras internacionais com pretensões de explorar terras indígenas no Brasil, a mineradora AngloGold Ashanti emitiu um comunicado oficial no qual nega qualquer iniciativa neste sentido.

Conforme a nota, “a AngloGold Ashanti informa que não opera e não tem interesse em operar em Terras Indígenas(TIs). Na década de 1990, a produtora de ouro solicitou requerimentos de pesquisa mineral em diversas regiões no País. Três dessas áreas posteriormente foram demarcadas como Terras Indígenas (TIs), o que levou a companhia a desistir das mesmas.
A decisão foi protocolada junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) no final da década de 1990. No entanto, como não houve atualização do processo no sistema da ANM, a AngloGold Ashanti ratificou a retirada do requerimento de pesquisa em 21 de junho de 2021.
Atualmente, os investimentos da empresa no Brasil estão concentrados basicamente na
expansão de suas minas localizadas em Minas Gerais e Goiás”.

O relatório da Apib, que está em sua quarta edição e é realizado em parceria com a Amazon Watch, aponta que o desmatamento na Amazônia relacionado à mineração aumentou 62%, em 2021, em comparação ao ano de 2018.

A AngloGold Ashanti foi citada como interessada em explorar terras indígenas, junto com as empresas, Vale, Anglo American, Belo Sun, Potássio Brasil e Mineração Taboca/Mamoré Mineração e Metalurgia (grupo Minsur), Glencore e Rio Tinto. Além da mineradora, a Mineração Taboca também se posicionou dizendo não ter interesse em atuar em reserva indígena.

A Apib afirma que produziu o relatório a partir da base de dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). “Em 5 de novembro de 2021 eram quase 2.500 pedidos minerários ativos de 570 empresas, associações e cooperativas, sobrepostos a 261 Terras Indígenas no sistema da ANM, cobrindo uma área quase tão extensa quanto a Inglaterra (10,1 milhões de hectares)”, diz o texto. A entidade também colheu relatos em texto e vídeos de povos indígenas como os Xikrin, Kayapó, Munduruku, Waimiri-Atroari, Pataxó, Mura, e comunidades ribeirinhas. 

Texto Emerson Medina

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