quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Com legislação indefinida, número de flutuantes cresce no Tarumã

Presidente da Associação dos Flutuantes do Tarumã, Lúcio Bezerra, diz que só nos dois primeiros meses do ano houve aumento de aproximadamente 30 novos flutuantes na região.
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Flutuantes no Tarumã-Açu

Em meio à polêmica envolvendo o aumento descontrolado de novos flutuantes na região do rio Tarumã-Açú, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, a Associação dos Flutuantes do Tarumã (Afluta) alertou que o ano de 2022 mal começou e já há o aumento de aproximadamente 30 novos flutuantes na região (cerca de 5% a mais em relação ao quantitavo do fim de 2021).

Segundo a associação, há aproximadamente 600 estruturas flutuantes na região. Desse quantitativo, menos de 100 são associadas à Afluta.

Em entrevista ao RealTime1 na última sexta-feira (18), o presidente a Afluta, Lúcio Bezerra, informou que ainda aguarda a ação de embargo para novos flutuantes, que ficou a cargo do Governo do Amazonas após audiência pública em outubro de 2021 na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). A Associação diz que acompanha a chegada de novas estruturas flutuantes no Tarumã.

Resolução para suspender novas licenças no Tarumã ainda está em discussão

Procura pelo RealTime1, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) disse, por meio da assessoria, que “está em discussão no Comitê de Bacia do Tarumã-Açu uma resolução para suspender temporariamente novas licenças ambientais nas águas do Tarumã, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam)”.

Ainda conforma secretaria, a medida será analisada pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/AM) – instância superior na tomada de decisões nesta temática. O objetivo, conforme a Sema, é impedir ocupações ilegais até à conclusão dos estudos técnicos.

R$ 1,2 milhão já foi destinao para a construção do Plano de Bacia do Tarumã-Açu

Após a audiência pública de outubro de 2021 na Aleam, o Governo do Amazonas destinou R$ 1,2 milhão para a construção do Plano de Bacia do Tarumã-Açu. O documento visa elaborar critérios técnicos para orientar a gestão da área – incluindo o zoneamento da bacia e a viabilidade de concessões de lâminas d’água.

Desta forma, a Sema deu início à formalização do processo licitatório, que irá resultar na contratação de uma empresa especializada para o desenvolvimento técnico do plano e seus diagnósticos, a ser concluído no prazo máximo de 18 meses após a seleção do vencedor do certame.

Entidades e órgãos seguem com encontros em busca de soluções para a região

Enquanto o plano não é elaborado, Lúcio conta que encontros entre a Afluta, órgãos de controle e secretarias ocorrem desde o ano passado para discutir melhorias para a região.

“No dia 30 de novembro tivemos uma região na Suframa, onde tratamos sobre a possibilidade de transformar os flutuantes em estruturas turísticas. No dia 22 de fevereiro está prevista uma nova reunião, desta vez em local ainda a definir, para avançarmos. Uma dos envolvidos na proposta é Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult)”, informou.

Texto: Isac Sharlon

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