quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Depois de negar CPI, vereadores se revoltam com Amazonas Energia

Em audiência pública, os vereadores aproveitaram para aumentar o tom contra a empresa-distribuidora, mas não conseguiram arrancar novos compromissos da Amazonas Energia.
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CMM
Fachada da Câmara Municipal de Manaus Foto: Divulgação/CMM

Em audiência pública proposta para discutir as recentes acusações de superfaturamento na conta de energia elétrica, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) não conseguiram arrancar novos compromissos da Amazonas Energia.

Vereadores aproveitaram a audiência realizada nesta quinta-feira (18) para subir o tom contra a distribuidora e requentaram as acusações da CPI da Amazonas Energia da Assembleia Legislativa de que medidores da empresa registravam acima do que deveriam.

Sob o argumento de que CMM não é a instância competente para investigar a Amazonas Energia, a Casa negou a instalação de uma CPI para apurar os serviços prestados pela concessionária.

Sassá da Construção Civil (PT) foi o mais enfático ao alegar que a empresa rouba dos consumidores e que existem vereadores que têm “rabo preso” com a concessionária.

Diante dos diretores técnicos da Amazonas Energia, Sassá pediu que os donos da empresa tenham a prisão decretada pela Justiça.

Jander Lobato (PTB) se incomodou com a fala de Sassá e pediu para que o vereador tivesse cuidado com o “seu discurso”. William Alemão (Cidadania) disse que é favorável a privatização das empresas públicas, mas que no caso da Amazonas Energia, a privatização piorou a qualidade do serviço.

Durante a audiência, a Amazonas Energia voltou a repetir que dos 1.110 medidores inspecionados pelo Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem), apenas seis apresentaram divergências de leitura e exatidão e passaram a registrar o consumo residencial para mais.

A empresa também repetiu que vai ressarcir os consumidores que tiveram problemas de cobrança indevida.

MPE vai provocar a Aneel

Nesta quinta-feira (17), o Ministério Público do Amazonas anunciou que vai apurar se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sabia da troca de medidores analógicos por digitais, que está sendo feita pela Amazonas Energia em Manaus e se esses equipamentos são autorizados.

A Promotoria da Justiça do Consumidor enviou esses questionamentos à Aneel como parte da investigação que abriu para apurar as cobranças em dobro nas contas de energia elétrica de alguns consumidores de Manaus.

Texto: Jefferson Ramos

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