O presidente Jair Bolsonaro viaja nesta segunda-feira, (14), às 19h, para sua primeira visita oficial ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. O encontro será no dia seguinte, no Kremlin. Menos de 24 horas antes do embarque, o total de testes de covid a ser feito por ele e sua delegação ainda era tema de negociação. Esse acerto – e os resultados dos exames – definirá se o líder brasileiro será tratado como o francês Emmanuel Macron ou como o argentino Alberto Fernández.
O Palácio do Planalto e o Itamaraty rejeitam a hipótese de Bolsonaro e Putin serem fotografados em pontas opostas da mesa de 6 metros de um dos salões do Kremlin. Muito menos de não haver um aperto de mãos. Foi o que aconteceu com Macron em 7 de fevereiro.
O francês tentara convencer o presidente russo a retirar pelo menos parte dos seus militares da fronteira da Ucrânia. Mas não fez os testes requeridos por Moscou, como Fernández. O argentino tratou da relação bilateral, como Bolsonaro planeja fazer.
Tratamento inferior ao concedido ao presidente argentino, que se sentou em poltrona ao lado de Putin em 2 de fevereiro, tende a azedar a conversa de antemão. Daí a negociação em aberto sobre os testes. Também sobre o local de hospedagem de Bolsonaro e os integrantes de sua comitiva. O Kremlin exige séquito pequeno.
A Rússia exige que sejam realizados exames de detecção para covid até 48 horas antes do desembarque em Moscou, previsto para o final da tarde de terça-feira, (15). Inicialmente, pediram outros 2 PCRs a serem realizados em Moscou – da chegada aos minutos anteriores ao encontro com Putin.
O mesmo deve ser exigido da comitiva que acompanha o presidente Bolsonaro. Em especial, dos ministros Carlos França (Relações Exteriores) e Walter Braga Netto (Defesa). Eles terão encontro com seus pares Sergey Lavrov e Sergei Shoigu para discutir diplomacia e segurança.
Será o momento apropriado para tratar da questão da Ucrânia. Bolsonaro foi aconselhado a não mencionar o assunto, a menos que Putin o introduza na conversa.
Se estarão presentes também ao encontro Bolsonaro-Putin, depende dos protocolos sobre covid. Alberto Fernández entrou na sala de reunião acompanhado apenas de seu tradutor, que se sentou a seu lado. Os intérpretes de russo-francês, no encontro com Macron, ficaram em cabines. Ministros ficaram fora dos cenários nos dois casos.
Com informações Portal 360
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